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Capela ou Ermida de São Sebastião, com todo o seu recheio - detalhe

Designação

Designação

Capela ou Ermida de São Sebastião, com todo o seu recheio

Outras Designações / Pesquisas

Capela de São Sebastião / Capela de São Sebastião / Ermida de São Sebastiã(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Tavira / Tavira (Santa Maria e Santiago)

Endereço / Local

Rua Campo dos Mártires da Pátria (antigo Campo da Atalaia)
Tavira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situada no Largo do Campo dos Mártires, antigo Campo da Atalaia, zona afastada do centro da cidade, do lado Sul do rio Gilão, a Ermida de São Sebastião corresponde hoje a um pequeno templo de planta longitudinal e nave única, com capela-mor e sacristia anexa. Os volumes surgem escalonados entre a nave e a capela-mor mais elevada. A cobertura é composta por um telhado de duas águas na nave e uma cúpula hemisférica na capela-mor. A fachada principal da Ermida, que surge virada a poente, apresenta-se sem embasamento mas com os ângulos em cantaria aparelhada. Rematada por frontão contracurvado decorado com graciosos relevos em massa, esta fachada ostenta, ainda, um portal de molduras retilíneas, cornija saliente e frontão curvo sobre o qual se abre um óculo. A sacristia, por sua vez, corresponde a um volume acrescentado na fachada Norte, apresentando uma coberta de apenas uma água e um campanário sobre a entrada que se encontra virada a ponte.
Em 1723 o edifício já apresentava sinais de ruína tendo sido reconstruído pelos mestres Diogo Tavares de Ataíde, Manuel Aleixo e, mais tarde, pelo carpinteiro Jacinto Pacheco, fazendo fé nas atas da Câmara datadas de abril de 1745. De facto, os desenhos do frontão e pórtico da fachada principal, bem como das abóbadas de berço ajustam-se ao estilo do célebre mestre-canteiro, Diogo Tavares de Ataíde.
Relativamente às dez telas existentes na capela-mor, sabe-se que foram realizadas em 1759, pelo pintor-dourador Diogo de Mangino, natural de Sevilha mas estabelecido em Tavira após 1754. Estas pinturas constituem, segundo alguns autores (SANTANA, 2008), a mais completa recriação pictórica sobre a vida de São Sebastião existente na arte portuguesa. Destacam-se ainda as pinturas do retábulo da capela-mor, o marmoreado fingido das paredes e os exemplares de imaginária setecentista, nomeadamente as duas esculturas de anjos incensários colocados sobre o arco triunfal. Os motivos em trompe l'oeil produzem um forte efeito cenográfico e ilusionista, revestindo as paredes e emoldurando as pinturas sobre tela que surgem nos seis arcos distribuídos ao longo da nave da igreja. As telas, que representam cenas da vida da Virgem, são datáveis da segunda metade do século XVIII. A sacristia, por seu lado, ostenta um interessante conjunto de painéis de azulejos e um arcaz seiscentista.


História
Considerado um templo com origem nos finais do período medieval, época marcada por grandes epidemias, foi dedicado ao culto do mártir São Sebastião tido como grande protetor contra a peste. Encontrando-se o templo em muito mau estado nos inícios do século XVIII, o rei D. José I concede à confraria de São Sebastião, em 1753, o benefício perpétuo de certas rendas da Feira de São Francisco, contribuindo, desta forma, para a angariação de fundos que permitissem levar avante a execução da decoração dos interiores.
No ano 2000 iniciaram-se um conjunto de obras destinadas à consolidação e restauro das pinturas da nave que se encontravam em mau estado de conservação, continuando estes trabalhos em 2004, com a intervenção no retábulo-mor, pinturas sobre tela, imaginária, azulejos e pavimentos.
Até aos inícios do século XX realizava-se em Tavira, no dia 19 de janeiro, a procissão de São Sebastião, sendo a imagem do Santo transportada desde a Ermida, até à Igreja Matriz de Santa Maria. No dia seguinte, data oficial de comemoração deste Santo, a imagem era novamente levada em procissão pelos oficiais do corpo militar da cidade sendo acompanhada por música da banda do regimento.

Maria Ramalho/DGPC/2016 com o apoio de Célia Teixeira e Daniel Santana/C. M. Tavira.

Imagens

Bibliografia

Título

Roteiro das igrejas de Tavira

Local

-

Data

1996

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco

Título

Roteiro das Igrejas, Ermidas e Capelas de Tavira

Local

Tavira

Data

2008

Autor(es)

-

Título

Guia de Visita da Ermida de São Sebastião de Tavira

Local

Tavira

Data

2008

Autor(es)

SANTANA, Daniel

Título

Tavira, Cidade das Igrejas

Local

Tavira

Data

2010

Autor(es)

SANTANA, Daniel

Título

Tavira e o seu Termo. Memorando Histórico

Local

Tavira

Data

1993

Autor(es)

ANICA, Arnaldo Casimiro

Título

Notícias Históricas de Tavira, 1242 / 1840, 3ª ed.

Local

Tavira

Data

1999

Autor(es)

VASCONCELOS, Damião Augusto de Brito