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Casa de São Cristóvão - detalhe

Designação

Designação

Casa de São Cristóvão

Outras Designações / Pesquisas

Casa de São Cristóvão / Palacete de Alfredo Silva(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Cascais / Cascais e Estoril

Endereço / Local

Rua Alfredo da Silva
Monte Estoril

Número de Polícia: 3

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de revogação de 21-12-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 17-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura, por não ter valor nacional
Despacho de abertura de 9-06-1992 do presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 12-03-1985 da CM de Cascais

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Alfredo da Silva (1871-1942), oriundo de uma importante família de comerciantes lisboetas, foi um dos nomes mais importantes da nossa tímida revolução industrial. Na verdade, é considerado o primeiro grande industrial português, deixando uma vasta obra, de que se destacam os empreendimentos da CUF (Companhia União Fabril), da Tabaqueira, do estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos (que mais tarde viria a dar origem à Lisnave), da Carris e até do Banco Totta. O seu corpo foi depositado num monumental mausoléu mandado edificar pela família no antigo cemitério do Barreiro, à entrada da CUF, obra do arquitecto Luís Cristino da Silva e do escultor Leopoldo de Almeida, de que se destaca a pirâmide central que suporta o simbólico sarcófago.
A Casa do Monte Estoril foi construída em 1917 e contou com projecto do arquitecto Tertuliano Marques. "É um palacete que reinterpreta o estilo barroco joanino, marcado por linhas rectas e uma assumida ideia de grandiosidade" (FERNANDES, 2007:2), produto acabado da "arquitectura de ostentação" que contaminou o Monte Estoril logo após a implantação da República, em palavras de Raquel Henriques da SILVA, 1984. A entrada principal localiza-se do lado Norte, mas é no longo alçado voltado a Sul, sobranceiro à Avenida Marginal e à Praia das Moitas, que se exibe toda a magnificência do projecto. De dois pisos, esta monumental fachada compõe-se de três corpos, sendo o central recuado para permitir o desenvolvimento de uma ampla varanda panorâmica, assente sobre imponente colunata de gosto classicizante.
A opção por dispositivos estéticos clássicos é, de resto, a mais importante marca artística do conjunto, destacando-se os frontões e molduras que enquadram os vãos, as pilastras caneladas que definem verticalmente os panos e as colunas dóricas que sustentam a varanda meridional. No seu conjunto, tratam-se de elementos que propositadamente contradizem o vocabulário ainda romântico do parque urbano do Monte. A própria monumentalidade é um valor que se impõe, ombreando os dois andares da Casa de São Cristóvão com os cinco pisos da vizinha residência da rainha D. Maria Pia. Por 1917, a imensa disponibilidade financeira de Alfredo da Silva permitiu a Tertuliano Marques conceber um monumento único no concelho de Cascais, esteticamente algo incongruente - porque detém uma ideia de grandiosidade vincadamente pessoal, com certeza ditada pelo proprietário -, mas uma peça mais que singulariza a arquitectura residencial de excepção dos Estoris.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I. P.
17.08.2007

Imagens

Bibliografia

Título

Estoril a visitar. Monte Estoril / Estoril

Local

Cascais

Data

2007

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida

Título

Sobre a arquitectura do Monte Estoril, 1880-1920, Arquivo de Cascais, nº5

Local

Cascais

Data

1984

Autor(es)

SILVA, Raquel Henriques da