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Edifício na Rua Cecílio de Sousa, 34 a 38 - detalhe

Designação

Designação

Edifício na Rua Cecílio de Sousa, 34 a 38

Outras Designações / Pesquisas

Palacete na Rua Cecílio de Sousa, n.º 34 a 38(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Misericórdia

Endereço / Local

Travessa do Jasmim
Lisboa

Rua Cecílio de Sousa
Lisboa

Número de Polícia: 34-38

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Edital N.º 39/06 de 2-06-2006 da CM de Lisboa
Depacho de 11-04-2006 da vice-presidente do IPPAR a revogar o despacho de abertura de 20-08-1996
Na ausência de resposta do proiprietário, em 31-03-2006 a DR de Lisboa propôs a revogação do despacho de abertura
Em 9-01-2006 procedeu-se à audiência do proprietário do n.º 36, que estava em vias de classificação
Despacho de 20-12-2005 da vice-presidente do IPPAR a determinar a audiência prévia dos interessados
Proposta de 25-11-2005 da DR de Lisboa para revogação do despacho de abertura
Parecer de 4-06-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como de IM
Proposta de 12-06-2003 da DR de Lisboa para a revogação do despacho de abertura de 20-08-1996, por o imóvel não possuir um valor cultural de âmbito nacional
Em visita ao local verificou-se que o imóvel está internamente ligado, pelo que o processo passou a dizer respeito à Rua Cecílio de Sousa, 34 a 38
Edital N.º 4/97 de 17-01-1997 da CM de Lisboa
Despacho de abertura de 20-08-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 14-08-1996 da DR de Lisboa para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 31-07-1992 do proprietário do n.º 36

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Palacete urbano oitocentista, este edifício sofreu algumas intervenções que modificaram e beneficiaram parcelas da sua estrutura interna e externa, adaptando o seu espaço às novas necessidades residenciais e administrativas.
De planta rectangular, volumetria paralelepipédica e cobertura a quatro águas, este imóvel é constituído por dois pisos diferenciados pela presença de um friso em cantaria e abertura de vãos emoldurados da mesma forma. Na fachada principal, será de realçar o corpo central,que se destaca dos outros dois por meio de pilastras. A porta, de verga recta com bandeira trilobada, encontra-se ladeada por janelas de peito de bandeira radial em ferro fundido. O remate desta fachada é efectuado por uma balaustrada coroada de corrimão em pedra calcária assente em cornija continuada direita.
Da porta central, acede-se ao interior do palacete através de um amplo átrio localizado ao nível térreo, do qual parte uma escadaria guardada que serve o primeiro piso. Interiormente, pode observar-se todo um conjunto de soluções, elementos, referências e gramáticas decorativas específicas da plena época romântica: estuques - ao gosto "Rocaille" -, embutidos de madeira, azulejaria - em painéis de azul cobalto e branco, moldurados por frisos de âmbito naturalista e volutas ocres, de desenho de Leopoldo Battistini -, bem como a distribuição espacial perfeitamente adequada a uma família da alta burguesia lisboeta de oitocentos. De referir, será, ainda, o facto de as divisões amansardadas do terceiro piso comunicarem directamente para o exterior junto à balaustrada através de peculiares e invulgares trapeiras que revelam uma forma tridimensional de arco contra-curvado, evocando o bojo dos navios.

Imagens