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Torre do Relógio - detalhe

Designação

Designação

Torre do Relógio

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Torre

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Queluz e Belas

Endereço / Local

Largo do Palácio Nacional de Queluz
Queluz

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Despacho de abertura de 20-08-1996

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A edificação da torre do relógio, e do corpo rectangular que se lhe encontra adossado, remonta a uma das últimas fases de obras do Palácio de Queluz, já durante o reinado de D. Maria I, e após o casamento de D. José com D. Maria Benedita. Manuel Caetano de Sousa, a quem é atribuído o traçado desta campanha de obras, sucedeu a Mateus Vicente e a Jean Baptiste Robillion à frente das obras de Queluz, sendo da sua responsabilidade o Pavilhão D. Maria e a torre do relógio, fronteira ao palácio, com o edifício anexo destinado à guarda real, à casa da administração e às cavalariças.
Nesta fase, as intervenções arquitectónicas em Queluz pautam-se por um maior sentido utilitário e funcional, afastando-se do espírito que caracterizou os projectos de Mateus Vicente ou Robillion. Considerado por muitos como o último representante do tardobarroco nacional, Caetano de Sousa exige hoje uma reavaliação, principalmente pelo seu gosto ecléctico que pode ser interpretado como uma tentativa de superação dos modelos arquitectónicos vigentes (FERRÃO, 1989, p. 463).
Na torre de Queluz, o arquitecto optou por manter a linguagem rocaille, mas sem grande inovação. A torre ergue-se sobre uma base de planta quadrada, cuja fachada principal é seccionada por pilastras, definindo três planos e dois registos, separados por frisos. Ambos são abertos ao centro, por uma janela inscrita num arco abatido no primeiro registo, e por uma outra janela de frontão curvo, no segundo. As pilastras são rematadas por fogaréus. O corpo mais elevado é, também, mais estreito e em cantaria. O primeiro registo é ocupado pelo relógio, e no segundo abrem-se as sineiras, em arco de volta perfeita, com colunas nos cunhais, que terminam em fogaréus. Todo o conjunto é rematado por cúpula bolbosa, vazada por óculo.
O edifício da guarda real desenvolve-se num único piso de planta rectangular, cuja fachada principal, seccionada por pilastras, é aberta por janelas e portas de frontão recortado, e que termina em platibanda rasgada por óculos quadrilobados.
Este edifício acolhe, desde 1995, a Pousada D. Maria I, que integra a rede das Pousadas de Portugal.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

"Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa"

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

"Palácio de Queluz, Dicionário da Arte Barroca em Portugal"

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

PIMENTEL, António Filipe

Título

"Manuel Caetano de Sousa, Dicionário da Arte Barroca em Portugal"

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

FERRÂO, Leonor

Título

"Os três arquitectos da Ajuda: do rocaille ao neoclássico"

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

CARVALHO, Ayres de