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Edifício da Administração do Porto de Lisboa - detalhe

Designação

Designação

Edifício da Administração do Porto de Lisboa

Outras Designações / Pesquisas

Palacete Ponte / Palacete dos Condes da Ponte / Edifício da Administração do Porto de Lisboa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Alcântara

Endereço / Local

Rua da Junqueira
Lisboa

Número de Polícia: 94-96

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 23-12-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a revogação do despacho de abertura, por o imóvel não ter valor nacional, e o envio à CM de Lisboa para a ponderação da classificação como de IM
Despacho de abertura de 7-02-1991 do presidente do IPPC
Proposta de 18-01-1991 do IPPC para a abertura da instrução de processo de classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O edifício onde actualmente se encontra instalada a Administração do Porto de Lisboa foi mandado edificar pelos Condes da Ponte, a família Melo Torres, que ao longo de várias gerações esteve ao serviço da Casa Real. Sobre o palacete, situado na Rua da Junqueira, sabe-se que no final do primeiro quartel do século XVIII os condes já habitavam o espaço.
Em 1762, o imóvel era propriedade da família Posser, mantendo-se na sua posse até cerca de 1950. Foi precisamente no início do século XX que os proprietários realizaram diversas obras de beneficiação, tanto no espaço do palacete como no picadeiro, contíguo à habitação.
No início da década de 30, a família proprietária cedeu o espaço à Legação da Noruega, que aí ficou instalada até 1938, quando o edifício foi ocupado pelo Colégio da Imaculada Conceição.
Na década de 50, o palacete passaria para a posse do Porto de Lisboa, que aí instalou a sua administração. Aquando da instalação dos serviços administrativos, acrescentou-se um piso ao edifício, e os terrenos envolventes, onde se situavam as dependências da casa, foram cedidos a outras instituições.
O imóvel dispõe-se longitudinalmente, tendo sido bastante modificado na sua estrutura nos últimos anos, nomeadamente com a construção do último piso, reaproveitando a platibanda original.
As fachadas principal e lateral destacam-se pela disposição simétrica das inúmeras janelas, de peito as do piso térreo, de sacada as dos dois pisos superiores. O frontispício divide-se em três panos, abrindo-se ao centro a porta principal, com moldura de recorte contracurvado. No eixo do pano principal, um frontão remata o pano da fachada.
No interior, bastante modificado pelas actuais funções, destacam-se os painéis de azulejos, colocados na entrada do edifício, assinados por Jorge Colaço, representando D. Dinis e a Rainha Santa, e ainda outras duas composições da Fábrica Viúva de Lamego. Junto à escadaria principal foram colocados dois vitrais Neo-Arte Nova, um junto ao início, com flores, outro no cimo da escadaria, com uma alegoria ao Porto de Lisboa.
Catarina Oliveira
DIDA/IGESPAR, I.P./ 28 de Setembro de 2007

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, Vol. V (3º tomo)

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia

Título

Junqueira (Rua da), Dicionário da História de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

CORTEZ, Maria do Carmo