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Sítio arqueológico do Cabeço da Pena - detalhe

Designação

Designação

Sítio arqueológico do Cabeço da Pena

Outras Designações / Pesquisas

-

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Sítio Arqueológico

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Tomar / Casais e Alviobeira

Endereço / Local

-- -
Cabeço da Pena

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Anúncio n.º 13813/2012, DR, 2.ª série, n.º 250, de 27-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 13-12-2012 da diretor-geral da DGPC
Parecer de 30-11-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento, com fundamento na necessidade de uma rigorosa delimitação da área a classificar
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de 1-03-2007 da vice-presidente do IPPAR a determinar a alteração da delimitação
Proposta de 2-02-2007 da DR de Lisboa para a alteração da delimitação
Em 3-01-2007 Maria de La Salte da Ponte concordou com a delimitação
Em 22-12-2006 foi solicitada informação sobre o assunto a Maria de La Salete da Ponte
Parecer de 25-05-2006 do IPA favorável à classificação, com proposta de nova delimitação
Edital N.º 160/2004 de 25-11-2004 da CM de Tomar
Despacho de concordância de 17-05-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 13-05-1999 da DR de Lisboa para a alteração da delimitação do sítio em vias de classificação
Em 15-06-1998 Maria de La Salete da Ponte enviou a planta solicitada, com uma demarcação diferente da proposta inicial
Em 1-06-1998 foi solicitado a Maria de La Salete da Ponte o envio de planta com a demarcação exacta do sítio a classificar
Despacho de abertura de 17-02-1993 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 15-02-1993 do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 28-01-1993 do CEPPRT

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A presente proposta de classificação diz respeito a um sítio arqueológico do período do Bronze do concelho de Tomar, embora com vestígios de ocupação datáveis da Idade do Ferro e do período romano. Implantado num outeiro da margem esquerda da rib.ª de Ceras (Fervença), a estação apresenta um vasto domínio visual sobre toda a região envolvente, encontrando-se estrategicamente inserida num território assinalado pelos férteis vales dos Calvinos.
Embora ainda não tenha sido objecto de escavações arqueológicas, os materiais recolhidos à superfície parecem testemunhar a existência de um povoado fortificado. Facto, que não deverá surpreender, pois a zona encontra-se relativamente bem representada com estações arqueológicas da Idade do Bronze. Além disso, e embora fixado fora do concelho, encontra-se em Torres Novas o povoado conhecido como "Monte da Cividade", assim como um povoado aberto com ocupação do Bronze Inicial situado perto da nascente do Agroal. E apesar de ainda não terem sido identificados vestígios de outros castros no concelho de Tomar, registaram-se alguns nas suas cercanias. A existência de abundante matéria prima imprescindível à edificação dos seus sistemas defensivos e a evidente fertilidade dos campos circundantes parecem ter sido decisivos na escolha desta zona calcária para assentamento de tais povoados.
O Cabeço da Pena encontra-se revestido de igual importância pelo facto de constituir uma das escassas estações arqueológicas representativas da Idade do Ferro do concelho tomarense. Na verdade, o Cabeço da Pena é o único castro deste município. Foram descobertos, até ao momento, diversos fragmentos de cerâmica manual dos vários registos ocupacionais, bem como uma série de mós manuais de rebolo, que dariam origem às típicas mós redondas romanas. Quanto às estruturas reveladoras do carácter fortificado do castro, deparamo-nos com a presença de vestígios de um eventual muralhado, no interior do qual abre-se toda uma área preenchida com estruturas habitacionais de planta rectangular. Este facto parece evidenciar bem a sua dissemelhança em relação às realidades verificadas nos castros do Noroeste peninsular, em cujas áreas intra-muros as habitações apresentam planta predominantemente circular, embora a aparente ausência de vestígios matéricos de cariz mediterrânico pareça denotar a sua pertença a uma cultura de perfil continental, de ascendente céltico.
[AMartins]

Bibliografia

Título

As Origens de Tomar. Carta Arqueológica do Concelho, Centro de Estudos e Protecção do Patrimonio da Região de Tomar

Local

Tomar

Data

1997

Autor(es)

BATATA, Carlos António Moutoso