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Património Cultural

Ermida de Santa Susana - detalhe

Designação

Designação

Ermida de Santa Susana

Outras Designações / Pesquisas

Ermida de Santa Susana (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Ermida

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / São João das Lampas e Terrugem

Endereço / Local

-- -
Lugar de Santa Susana

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Anúncio n.º 13822/2012, DR, 2.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 18-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Despacho de 3-12-2012 do Secretário de Estado da Cultura a revogar o despacho de homologação
Despacho de concordância de 7-11-2012 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de arquivamento de 15-10-2012 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo, por a ermida não ter valor nacional
Edital N.º 189/06 de 21-04-2006 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 3-02-2005 da Ministra de Cultura
Despacho de concordância de 27-01-2005 do presidente do IPPAR
Parecer de 12-05-2004 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de arquivamento de 30-05-2003 da DR de Lisboa do IPPAR, por o imóvel não ter valor nacional
Proposta de 20-03-2002 da CM de Sintra para a inclusão do adro na classificação
Edital N.º 1 de 3-01-1997 da CM de Sintra
Despacho de abertura de 20-08-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 14-08-1996 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 25-02-1994 da CM de Sintra

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A ermida de Santa Susana é um pequeno templo rural do termo de Sintra, com origens que remontam ao início do século XVI, e cuja fisionomia é comum a uma série de templos vizinhos, levantados pelas mesmas cronologias, o que prova como, pelo reinado de D. Manuel, esta zona foi objecto de grande desenvolvimento. Na actualidade, todavia, e em virtude das sucessivas alterações realizadas no monumento, o edifício apresenta-se estilisticamente incaracterístico, com uma feição levemente seiscentista, mas que pode antes corresponder a reformas verificadas após o terremoto de 1755 ou, mesmo, durante o século XIX.
O templo é de planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor quadrangular, antecedida por arco triunfal de volta perfeita. Adossada à frontaria, ocultando o primeiro registo, existe uma galilé rectangular, coberta com telhado de três águas e acessível por passagem axial entre colunas, que delimitam uma estrutura tripartida e harmónica. A existência de galilé é uma das mais marcantes características dos templos rurais da região, destinada a albergar peregrinos e viajantes pela tão ventosa e húmida região costeira a Norte de Sintra. No ângulo Sudoeste da galilé, existe um relógio de Sol, que contém a inscrição "1808".
A frontaria do templo propriamente dita é de pano único entre cunhais marcados por cantaria e, para além do portal axial, inscrito no espaço da galilé, ostenta no segundo registo um janelão quadrangular, terminando a empena numa solução de pronunciado perfil triangular.
O interior é bastante simples e revelador da modéstia de recursos que a localidade teve ao longo da História para o enriquecer. À entrada, existe um coro-alto de madeira, suportado por duas classicizantes colunas e dotado de balaustrada. É a principal obra de recheio artístico da época moderna, uma vez que não encontramos aqui as grandes realizações de talha dourada ou de azulejaria azul e branca saída das oficinas lisboetas da primeira metade do século XVIII. As paredes laterais da nave são apenas caiadas, o mesmo acontecendo com as da capela-mor, cujo tecto é de madeira de caixotões. E aqui, no ponto fundamental de religiosidade do templo, o retábulo-mor resume-se a um modesto frontal de altar, em mármore rosa moldurado superiormente, sobre o qual existem três pequenos nichos abertos na parede (o central mais largo e alto que os restantes), onde se inscrevem outras tantas imagens devocionais (Santa Susana ladeada por São Sebastião e São Lourenço).
Na sacristia, a que se acede através de uma porta colocada no alçado Norte da capela-mor, existe uma tábua maneirista, em muito mau estado de conservação, cuja pintura parece aludir a São Martinho e cujo exame preliminar de Vítor Serrão permitiu atribuí-la à oficina de Diogo Teixeira. Objecto de obras de consolidação recentes, promovidas com o apoio técnico da Câmara Municipal de Sintra, o edifício conserva as característica essenciais com que chegou aos nossos dias, constituindo-se como uma das mais típicas igrejas rurais da região saloia. Em 1975, deixou de servir a população, tendo-se inaugurado uma nova igreja matriz, concluída pouco tempo antes.
PAF

Imagens