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Palácio do Marquês de Angeja - detalhe

Designação

Designação

Palácio do Marquês de Angeja

Outras Designações / Pesquisas

Palácio da Vila / Palácio dos Marqueses de Angeja(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Alenquer / Vila Verde dos Francos

Endereço / Local

Rua da Fonte do Arco
Vila Verde dos Francos

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IM -...

Cronologia

Em 4-04-2017 foi solicitada informação à CM de Alenquer sobre a situação jurídica do procedimento de classificação (em vias, já classificado ou arquivado)
Enviada cópia do processo pelo Ministério da Cultura à CM de Alenquer em 3-05-2010 a fim de ponderar a conclusão do procedimento
Edital N.º 4 de 22-03-1989 da CM de Alenquer
Em 21-04-2008 a CM de Alenquer emitiu parecer favorável à continuidade do processo de classificação
Em 13-02-2007 foi solicitado à CM de Alenquer que se pronunciasse sobre a continuidade do processo de classificação
Despacho de homologação de 14-02-1988 da Secretária de Estado da Cultura (processo perdido)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O paço dos Marqueses de Angeja foi, durante várias centúrias, a "residência senhorial e o maior foco de vida" de Vila Verde de Francos (LEAL, 1873-1890). Segundo o historiador Alexandre Herculano, a vila terá sido doada por D. Afonso Henriques em 1160 ao alcaide Alardo, cavaleiro francês; no final do século XII, estava estabelecida no burgo uma colónia de francos, que terá dado origem à toponímia do local (GOMES, 1995).
No entanto, o primeiro foral foi concedido à povoação em Março de 1218 por D. Afonso II, constituindo-se assim como sede de concelho.
Em 1396, D. João I doou a Gonçalo Lourenço de Gomide, seu escrivão da puridade, a vila de Vila Verde de Francos. Foi o seu neto, Gonçalo de Albuquerque, pai de Afonso de Albuquerque, governador da Índia, que terá mandado edificar, cerca de 1440-1450, o paço, no centro da vila (idem, ibidem).
Actualmente, o palácio encontra-se em avançado estado de ruína; no entanto, ainda se distinguem alguns elementos da fachada principal, como o portal de gosto maneirista, com frontão interrompido por janela do andar nobre, e ladeado por duas janelas de peito. Estes elementos indicam que o paço quatrocentista dos Albuquerque terá sido reformado em meados do século XVI, inícios do século XVII.
Nos finais do século XIX, referia-se que o palácio tinha "um quarto digno de veneração", então designado gabinete do conde, que havia pertencido a D. Pedro António de Noronha, 2º Conde de Vila Verde de Francos e 1º Marquês de Angeja. Nesta divisão destacava-se o tecto, em painéis de madeira, onde se pintaram diferentes quadros "representando os feitos praticados por D. Pedro na Índia" (LEAL, 1873-1890).
Catarina Oliveira
IGESPAR,I.P./2007

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Vila Verde dos Francos (Alenquer) e o espírito de Camões

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

GOMES, Maria Alice Rosa