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Forte ou Reduto de Olheiros - detalhe

Designação

Designação

Forte ou Reduto de Olheiros

Outras Designações

Forte do Canudo
Forte da Boavista
Obra n.º 23 das Linhas de Torres

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Torres Vedras / Santa Maria, São Pedro e Matacães

Endereço / Local

Vale de Torres Vedras
Olheiros

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 1156/2009, DR, 2.ª Série, n.º 212, de 2-11-2009 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 28-01-2008 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 11-10-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de classificação de 11-03-2006 da DRLisboa para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 15-09-1997 do Vice-Presidente do IPPAR
Proposta de 6-06-1997 da CM de Torres Vedras

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Integrando o sistema defensivo erguido para organizar a defesa de Lisboa após a segunda invasão francesa da Guerra Peninsular, em 1809, o Forte de Olheiros (também conhecido por Forte do Canudo) ergue-se no topo de um dos morros que bordejam o vale de Torres Vedras. O reduto insere-se no projecto de defesa da capital traçado pelo General Wellesley, futuro duque de Wellington, com vista ao reforço das condições naturais de defesa em torno da capital, dificultando e atrasando a entrada das tropas napoleónicas na cidade, flanqueando-lhes as posições em Torres Vedras, e permitindo maior controle da via principal de ligação entre Coimbra e Lisboa. A proximidade do Oceano ainda facilitava a eventual retirada do exército inglês, em caso de derrota militar, bem como a aportagem de novos contingentes britânicos. O conjunto de fortificações então construídas deve ser entendido num contexto político bastante mais abrangente do que o português, cujo território foi utilizado pela França e pela Inglaterra, as duas superpotências de inícios de oitocentos, para disputar a hegemonia europeia. Foram na ocasião levantadas cerca de centena e meia de obras militares, incluindo grandes redutos e pequenos fortins, a par de construções civis adaptadas, trincheiras, obras de hidráulica, e uma rede de estradas. As fortificações pontuam os cumes de maior altitude a norte de Lisboa, entre o Tejo e o Atlântico, e são conhecidas pela designação geral de Linhas de Torres Vedras.
O Forte de Olheiros é fronteiro ao vasto complexo fortificado de São Vicente, considerado o mais importante forte das Linhas. Era a fortificação nº 23, e o ponto mais a norte, da primeira Linha de defesa, entre Alhandra e a Foz do Sisandro. A planta é poligonal irregular, com c. 45 metros de comprimento por c. 19 metros de largura máxima, muito semelhante (apesar da menor dimensão) à do Reduto nº 14, ou Forte Grande do Sobral. Apresenta um fosso bem marcado e profundo, com revestimento de pedra, sobre o qual existe um passadiço dando acesso ao interior do forte. A fortificação é circundada por muralha num perímetro de c.1.500 metros, com escarpa em alvenaria de pedra bem conservada, de 2 metros de altura, e barreira de protecção na entrada (original). Contabilizam-se onze canhoneiras nas cortinas, com plataformas para peças de artilharia pavimentadas por lajetas com pendente, de forma a contrabalançar a reacção do tiro; serviriam 7 canhões ou peças de artilharia, cinco de calibre nove e cinco de calibre seis. Existe ainda um paiol, coberto por laje de betão armado aplicada em data desconhecida. O forte, tal como as restantes fortificações das Linhas, foi desarmado e abandonado em 1818, três anos após a Convenção de Viena.
No recinto encontram-se também duas cisternas, construídas recentemente pela Câmara Municipal de Torres Vedras, que abastecem as imediações.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P. / 21-08-2007

Imagens

Bibliografia

Título

"Torres Vedras antiga e moderna"

Local

Torres Vedras

Data

1926

Autor(es)

VIEIRA, Júlio

Título

"Torres Vedras : passado e presente"

Local

Torres Vedras

Data

1996

Autor(es)

RODRIGUES, Cecília Travanca

Título

"As Linhas de Torres Vedras - as três primeiras linhas e fortificações ao sul do Tejo, Cadernos do Museu, nº 2"

Local

Torres Vedras

Data

2001

Autor(es)

NORRIS, A. H., BREMNER, R. W.

Título

"Descrição histórica e económica da vila e termo de Torres Vedras"

Local

Coimbra

Data

1861

Autor(es)

TORRES, Manuel Agostinho Madeira