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Quinta de Vale de Marinha e sua casa - detalhe

Designação

Designação

Quinta de Vale de Marinha e sua casa

Outras Designações / Pesquisas

Quinta de Vale Marinha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Colares

Endereço / Local

-- -
Almoçageme

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

A classificação como VC foi convertida para IM nos termos do n.º 2 do art.º 112.º da Lei n.º 107/2001, publicada no DR, I Série-A, N.º 209, de 8-09-2001
Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido pela Zona Tampão da "Paisagem Cultural e Natural de Sintra", incluída na Lista de Património Mundial - ZEP (nº 2 do art.º 72.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de Outubro)

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situada no topo norte da povoação de Almoçageme, uma das áreas onde a expansão urbana ainda não chegou de forma evidente, a Quinta de Vale Marinha representa um dos melhores exemplos do que seriam os complexos agrícolas da região, integrando a casa de habitação, os edifícios de apoio e o sistema hidráulico destinado à captação e distribuição da água, sistema este que, apesar do estado de abandono, conserva ainda grande parte da sua feição original.
A propriedade que se encontra classificada é predominantemente formada por áreas de cultivo, sendo que a zona edificada localiza-se a sul, junto da rua do Fetal .
Do conjunto destaca-se, junto à rua, um armazém de cariz utilitário de planta retangular e dois andares, abrindo-se na fachada um conjunto de vãos de verga reta, destacando-se ainda uma janela em trompe l'oeil. Demonstrando como a propriedade continuaria mais para sul, um antigo aqueduto da quinta atravessa a rua do Fetal em arco abatido, integrando assim o sistema hidráulico com ligação ao grande tanque situado a uma cota mais elevada. A distribuição das águas hoje desativada, representou uma mais-valia na exploração agrícola da propriedade, desenvolvendo-se sobretudo através de canais de pedra que se distribuíam pela quinta a partir do referido tanque e aqueduto.
No prolongamento da fachada do armazém, no muro que delimita a área edificada, abre-se um portão definido por pilastras de aparelho rusticado. É a partir deste acesso que se entra num pátio ladeado por plátanos onde se encontram os edifícios de habitação e as construções de apoio às atividades agrícolas.
O alçado principal da casa de habitação situada na zona norte do pátio é de apenas um andar enquanto que a fachada posterior que acompanha o desnível do terreno, apresenta já dois andares. É deste lado também que se situaria o antigo jardim, hoje praticamente desaparecido.
História
Ao certo não se sabe em que época a quinta foi edificada, sendo possível que tal tenha ocorrido entre a segunda metade do século XVIII e o início da centúria seguinte.
Maria Ramalho/DGPC/2015. Colaboração da C. M. Sintra.

Imagens