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Casa do Cipreste, incluindo a cerca - detalhe

Designação

Designação

Casa do Cipreste, incluindo a cerca

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim)

Endereço / Local

Rua do Roseiral
Sintra

Número de Polícia: 3-5

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Rectificação n.º 1499/2005, publicada no DR, II Série, n.º 167, de 31-08-2005 (rectificou a freguesia) (ver Rectificação)
Portaria n.º 722/2005, DR, II Série, n.º 123, de 29-06-2005 (ver Portaria)
Edital N.º 234/03 de 19-10-2003 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 23-10-2002 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 30-09-2002 do presidente do IPPAR
Parecer favorável de 26-09-2002 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 13-11-2001 da DR de Lisboa do IPPAR para a classificação como IIP
Edital N.º 168/98 de 5-05-1998 da CM de Sintra
Despacho de abertura de 2-12-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 24-11-1997 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação
Proposta de classificação de 8-08-1997 das proprietárias

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido pela Zona Tampão da "Paisagem Cultural e Natural de Sintra", incluída na Lista de Património Mundial - ZEP (nº 2 do art.º 72.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de Outubro)

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Casa do Cipreste é uma das mais características obras de Raul Lino, arquitecto nacional celebrizado, entre outros trabalhos, pela invenção de uma idealizada tipologia de "Casa Portuguesa". A origem do edifício recua ao ano de 1907, data em que o arquitecto assinou um primeiro desenho do conjunto, considerado como versão exploratória do que viria a ser efectivamente construído anos depois. O arranque das obras teve lugar 1912, e, desde o início, que a casa foi destinada a habitação sazonal do próprio Raul Lino.
O terreno escolhido estava carregado de algum simbolismo, na medida em que, até essa data, a propriedade era designada por "Pedreira", em memória de uma anterior actividade extractiva no local. A sua rebaptização como "Casa do Cipreste" significou a reconversão desse antigo espaço pouco propício à habitação, numa bucólica e rural quinta, numa das vertentes do Castelo dos Mouros, na periferia de Sintra. As obras decorreram a bom ritmo e, por 1914, os principais trabalhos estavam concluídos, incluindo-se o assentamento de azulejos, também eles desenhados por Raul Lino.
Implantada em terreno de acentuado declive, a casa possui dois corpos e é no interior que a racionalidade e a orgânica características da obra do arquitecto melhor se fazem sentir. A organização de espaços é centralizada a partir de um vestíbulo, onde se encontra a escadaria que dá acesso aos pisos superiores. Nestes, a comunicação entre as principais dependências é feita através de dois corredores que seccionam os corpos. No piso inferior, a hierarquia de compartimentos obedece a uma racionalização de espaços de conjunto, localizando-se a zona de serviços a Norte e a de maior importância social a Ocidente e Sudoeste, correspondendo às áreas anexas à fachada principal. Estas dependências são também as que detêm maior complexidade planimétrica, sendo a sala de jantar oval e a de estar octogonal, esta última com correspondência com outra sala do andar nobre. Neste piso, a diferenciação de funções está também bem marcada, encontrando-se a zona de maior privacidade voltada a Sul, precisamente para o jardim que circunda o edifício.
Ainda na posse da família do arquitecto, esta casa é o expoente máximo da Casa Portuguesa, onde as teorizações de Raul Lino foram levadas mais longe, apesar de denotar algumas diferenças para com o mais vasto conjunto de casas de habitação deste tipo. Organicidade da arquitectura, relação do espaço edificado com o jardim envolvente, integração de artes decorativas e aplicadas tradicionais, são elementos comuns e imprescindíveis a este tipo de arquitectura, considerada inovadora pelo próprio Raul Lino, que, em 1969, desta própria casa disse: "Por essa época, gente que se prezasse ainda fazia casa manuelina ou estilo D. João V; na nossa, como estilo houve a preocupação de nada fazer de que mais tarde me viesse a arrepender" (LINO, 1969, p.31).
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Do Romantismo ao Fim do Século, História da Arte em Portugal

Local

-

Data

1986

Autor(es)

RIO-CARVALHO, Manuel

Título

A Arquitectura Moderna em Portugal, in História da Arte em Portugal, vol.14

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

ALMEIDA, Pedro Vieira de; FERNANDES, José Manuel

Título

Sintra Património da Humanidade

Local

Sintra

Data

1998

Autor(es)

RIBEIRO, José Cardim

Título

Sintra. A Paisagem e Suas Quintas

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

LUCKHURST, Gerald, SILVA, José Cornélio da

Título

Velharias de Sintra, vol. V

Local

Sintra

Data

1984

Autor(es)

AZEVEDO, José Alfredo da Costa

Título

Raul Lino

Local

Vila do Conde

Data

2011

Autor(es)

SANTOS, Joana Carvalho dos

Título

Raul Lino visto por ele próprio, Vida Mundial, 21 de Novembro

Local

Lisboa

Data

1969

Autor(es)

LINO, Raul

Título

Raul Lino - exposição retrospectiva da sua obra

Local

Lisboa

Data

1970

Autor(es)

-

Título

Raul Lino, Belas Artes, separata

Local

Lisboa

Data

1975

Autor(es)

SEGURADO, Jorge de Almeida

Título

Raul Lino, pensador nacionalista da arquitectura, 2ªed.

Local

Porto

Data

1994

Autor(es)

RIBEIRO, Irene

Título

As artes decorativas na obra de Raul Lino, Dissertação de Mestrado em História da Arte apreentada à Universidade Lusíada Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1999

Autor(es)

LINO, Maria do Carmo P. Vasconcelos e Sousa