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Igreja matriz da Lourinhã - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz da Lourinhã

Outras Designações / Pesquisas

Igreja do Antigo Convento de Santo António da Lourinhã / Convento de Santo António da Lourinhã / Igreja do Convento de Santo António da Lourinhã / Igreja Paroquial da Lourinhã / Igreja de Nossa Senhora da Anunciação (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lourinhã / Lourinhã e Atalaia

Endereço / Local

Largo D. Lourenço Vicente
Lourinhã

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 24-07-1946, publicada no DG, II Série, n.º 211, de 10-09-1946 (sem restrições)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A comunidade franciscana da Lourinhã foi fundada em 1598, depois de Frei André de Oliva, padre guardião do Convento do Bom Jesus de Peniche, ter pedido licença à Câmara local para edificar um convento de frades capuchos na vila. A licença é concedida pela edilidade, e em Julho do mesmo ano os frades receberam uma terra para a edificação da casa conventual, situada no Vale Verde, no limite da povoação, doada por Manuel Pereira Pedreiro e sua mulher Maria Ferreira.
Alguns meses depois, os frades construíram aí umas casas de recolhimento e uma pequena igreja, dedicada a Santo António. Com estas primeiras construções, de carácter provisório, os franciscanos ocuparam o terreno, recebendo autorização para a abertura dos alicerces do convento em Novembro de 1601.
Contudo, a construção do mesmo foi-se arrastando pelos anos seguintes, numa demora que se deveu sobretudo a falta de meios. Em 1609 era construída a capela-mor a expensas de D. Brites Brandoa, viúva de D. Brás Henriques, que possuía o padroado do templo, e pretendia fazer naquele espaço a sua sepultura, bem como a do marido.
Em 1618 D. Brites contratou André Duarte, um mestre pedreiro da cidade de Lisboa, para executar a referida sepultura, especificando no contrato que esta obra seria edificada segundo um projecto de Pedro Nunes Tinoco (CIPRIANO, Rui M., 1995, p. 153), podendo atribuir-se também ao arquitecto régio a traça do espaço da capela-mor.
A Igreja de Santo António ficou totalmente edificada em 1619, quando foram transferidas as sepulturas da velha igrejinha para a nova, embora as dependências conventuais ainda não estivessem ainda terminadas em 1642 (Idem, ibidem).
O convento, de traça maneirista, foi edificado em volta do espaço do claustro, de planta quadrada dividida em dois pisos, com arcada de ordem toscana, estando a igreja disposta à direita deste. O templo, de planimetria rectangular disposta longitudinalmente, apresenta uma fachada muito sóbria, com portal de gosto classicista, encimado por frontão triangular e um óculo que ilumina o coro-alto. Do lado esquerdo sobressai a torre sineira, coberta por coruchéu.
O interior, de nave única, é coberto por abóbada de berço, e as paredes laterais são decoradas com silhares de azulejo de albarradas. Destacam-se ainda os altares colaterais, de talha dourada de gosto neoclássico e duas capelas laterais, também decoradas com azulejos.
A capela-mor, precedida por arco triunfal de gosto paladiano, é coberta por abóbada de berço e decorada com lambril de azulejos com cenas da vida de Santo António. Do lado do Evangelho foi disposto o mausoléu com o túmulo de D. Brás Henriques, um arcosólio com frontão triangular que comporta a pedra de armas dos encomendantes. O retábulo neoclássico, inserido ao centro, é de talha dourada e azul.
Com a extinção das Ordens Religiosas, a Igreja de Santo António foi cedida à paróquia da Lourinhã, e a Câmara Municipal requisitou uma parte do edifício conventual para a instalação do tribunal local. No ano de 1837 o templo passou a funcionar como sede de paróquia, uma vez que a igreja matriz se encontrava em ruína. Entre 1845 e 1847 foram realizadas algumas obras de transformação do espaço interior da igreja, para que pudesse albergar as imagens vindas da antiga paroquial.
Em 1988 as dependências do Tribunal da Lourinhã deixaram em definitivo a zona conventual de Santo António, que na época se encontrava bastante arruinada. Sob a tutela da Fábrica Paroquial, foi iniciada nessa mesmo ano uma campanha de recolha de fundos para patrocinar obras de restauro no convento, para a posterior instalação de um centro paroquial no espaço. Estas obras seriam terminadas em 1993, dois anos depois de a Igreja de Santo António ter perdido o estatuto de sede de paróquia.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2005

Imagens

Bibliografia

Título

Azulejaria Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MECO, José

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1963

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de, FERRÃO, Julieta, GUSMÃO, Adriano de

Título

A Igreja e o Convento de Santo António da Lourinhã: da fundaçao ao último restauro, Actas do 1º Seminário do Património da Região Oeste

Local

Caldas da Rainha

Data

1996

Autor(es)

CIPRIANO, Rui Marques

Título

Apontamentos sobre o Manuelino no Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

BASTOS, Fernando Pereira