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Edifício da Alfândega Nova - detalhe

Designação

Designação

Edifício da Alfândega Nova

Outras Designações / Pesquisas

Alfândega Nova do Porto(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Alfândega

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua Nova da Alfândega
Porto

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 171/2018, DR, 2.ª série, n.º 193, de 8-10-2018 (ver Anúncio)
Despacho de 20-06-2018 do Ministro da Cultura a aprovar a abertura de novo procedimento de classificação
Despacho de concordância de 1-06-2018 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 24-05-2016 da DRC do Norte para abertura de novo procedimento de classificação
Requerimento de 17-02-2016 para a abertura de novo procedimento de classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 31-05-1993

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Construída no século XIX, segundo projecto do engenheiro Jean F. G. Colson (então ao serviço do Ministério das Obras Públicas), a Alfândega Nova do Porto transformou significativamente a área envolvente destacando-se, tal como hoje, na frente ribeirinha de Miragaia. De facto, a sua edificação implicou a construção da enorme plataforma do cais onde assenta a Alfândega e que substituiu a antiga praia de Miragaia. Por outro lado, e de forma a facilitar o transporte de mercadorias, a Alfândega e a Estação de Campanhã foram ligadas por um ramal de caminho de ferro em 1888; tendo ainda sido aberta a rua Nova da Alfândega, com o mesmo objectivo de viabilizar novas vias de comunicação, nomeadamente com o centro da cidade. Um conjunto de modificações por muitos considerada como uma das mais profundas alterações urbanísticas e paisagísticas do século XIX.
Em 1856 Colson foi contratado, em Paris, por Fontes Pereira de Melo e as obras da nova alfândega têm início em 1859, prolongando-se até aos anos 70. A responsabilidade das obras é, no entanto, da Câmara Municipal do Porto, que para tal contraiu um empréstimo. O projecto inicial, que incluía o edifício, o cais e estruturas de apoio para circulação de mercadorias, sofreu algumas alterações de pormenor no decorrer das obras, entre os quais se destaca a construção de um terceiro piso nos corpos laterais.
De planta rectangular implantada longitudinalmente em relação ao rio, o edifício apresenta duas fachadas viradas para o Douro e para a cidade, respectivamente. O esquema de articulação dos vários espaços através de pátios fechados sobre si próprios retoma uma tipologia idêntica que havia já sido utilizado na Alfândega Velha, por forma a facilitar e a maximizar a articulação, arejamento e iluminação de todo o edifício (OLIVEIRA, BRAGA, 1993, p. 150). Este divide-se assim, em cinco corpos - um central e dois de cada um dos lados, mais baixos -, todos com três pisos. O corpo central, que marca o eixo do conjunto, é rematado por um frontão triangular, e no último piso surgem uma série de vãos em arco perfeito. De salientar as soluções estruturais, que se revestem de grande interesse, uma vez que, para responder de forma eficaz às exigências de utilização, se recorreu à utilização do ferro mas, em conjugação com outros materiais - pedra, tijolo ou madeira -, consoante a funcionalidade dos diferentes espaços.
Trata-se de um edifício de tipologia neoclássica, construído no âmbito da linha anglo-palladiana iniciada com o Hospital de Santo António e que se prolongou significativamente pelo século XIX. Desta forma, o Porto soube tirar partido da presença da colónia inglesa, fomentado um gosto que conferiu um pendor erudito à renovação arquitectónica da cidade (PEREIRA, José Fernandes, pp. 184-189).
Em 1987 foi estabelecido, em Conselho de Ministros, que a Alfândega do Porto acolhesse o futuro Museu dos Transportes e Comunicações, pertencente à Associação com o mesmo nome. Como tal, foram iniciadas obras de restauro e o edifício foi adaptado à sua nova vertente museológica, de acordo com o projecto concebido pelo arquitecto Eduardo Souto Moura. A Associação para o Museu dos Transportes e Comunicações (A.M.T.C) disponibiliza ainda, para além do museu, um Centro de Congressos e Exposições distribuído pelos vários espaços da Alfândega, e um Centro de Formação.
Rosário Carvalho

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho

Título

Principais imóveis de interesse patrimonial no Centro Histórico do Porto, Porto a Património Mundial, pp.102-183

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

OLIVEIRA, Amélia Vieira de, BRAGA, Maria Helena Gil

Título

Neoclassicismo ou fim do classicismo?, História da Arte Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, José Fernandes