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Torre e Casa de Gomariz - detalhe

Designação

Designação

Torre e Casa de Gomariz

Outras Designações / Pesquisas

Torre e Casa de Gomariz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Barcelos; Vila Verde / Oliveira; Cervães

Endereço / Local

- -
Lugares do Penedo e do Castelo

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

(A nova delimitação só entra em vigor aquando da publicação da portaria de classificação)
Anúncio n.º 86/2018, DR, 2.ª série, n.º 107, de 5-06-2018 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 20-01-2017 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 13-12-2016 da SPAA do CNC a propor a classificação como MIP, mas apenas da torre e casa solarenga anexa, dos séculos XVII e XVIII (apenas no concelho de Vila Verde)
Em 1-06-2015 a DRC do Norte enviou um levantamento fotográfico
Despacho de concordância de 10-04-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 1-04-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a devolução do processo à DRC do Norte para junção de elementos sobre o estado atual do imóvel
Proposta de 28-01-2014 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Anúncio n.º 151/2013, DR, 2.ª série, n.º 79, de 23-04-2013 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 8-02-2013 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 5-02-2013 da DRC do Norte para abertura de novo procedimento de classificação
Proposta de 18-01-2013 dos proprietários para a abertura de novo procedimento de classificação
Anúncio n.º 13823/2012, DR, 2.ª série, n.º 252, de 31-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 14-12-2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de confirmação da abertura de 19-03-1997 do vice-presidente do IPPAR
Despacho de abertura de 20-07-1990 do presidente do IPPC
Proposta de 10-04-1990 do IPPC Norte para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 15-11-1988 da CM de Vila Verde
Deliberação de 20-08-1986 da CM de Vila Verde no sentido de propor ao IPPC a classificação como MN

ZEP

O parecer de 13-12-2016 da SPAA do CNC não se refere à proposta de ZEP da DRC do Norte
Em 1-06-2015 a DRC do Norte enviou um levantamento fotográfico
Despacho de concordância de 10-04-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 1-04-2015 da SPAA do CNC a propor a devolução do processo à DRC do Norte para junção de elementos sobre o estado atual do imóvel
Proposta de 28-01-2014 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A propriedade de Gomariz aparece mencionada pela primeira vez em 1296, ano em que foi adquirida pelo Cónego da Sé de Braga e contador do rei D. Dinis, Estêvão Durão Esteves (SOUSA, 1978, p.16). Desconhece-se se, já por essa altura, existia uma domus fortis no local. É certo que o edifício que chegou até aos nossos dias é posterior aos finais do século XIII, mas revela uma tipologia de habitação nobre característica dos séculos finais da Idade Média, fazendo crer que se deu uma reforma de um conjunto anterior. A importância da quinta no contexto regional e as continuadas referências ao seu estatuto enquanto propriedade vinculada à capela de Santa Luzia da catedral bracarense são indicadores (embora ténues) que permitem supor da existência de uma primitiva habitação nobre, mas só a arqueologia poderá trazer respostas mais concludentes a respeito da origem da torre.
No início do século XVI, provavelmente na sequência da passagem da posse da quinta para Constança Soares, viúva do nobre Pedro da Cunha, ocorrida em 1531, deu-se uma profunda reforma do edifício medieval (AZEVEDO, 1988, p.146, admite que o promotor da obra tenha sido o próprio Pedro da Cunha, ainda pelos finais do século XV). Uma mais rigorosa apreciação cronológica foi tentada por SOUSA, 1978, p.15, que logrou identificar semelhanças estilísticas entre as gárgulas da torre e outras na ábside manuelina da Sé de Braga (c. 1509) e na torre da colegiada de Guimarães (que o autor data de inícios do século XVI).
Apesar de bastante arruinada, são ainda muitos os elementos que permitem caracterizá-la. De secção quadrangular, ergue-se em quatro pisos diferenciados exteriormente por vãos (totalizando cerca de 12 metros de altura), sendo o coroamento efectuado por meio de linha de cornija onde repousava um balcão de ameias composto por merlões pontiadudos. Nos ângulos, conservam-se parte dos matacães e as gárgulas, que ora são em forma de canhão, ora apresentam motivos zoomórficos. Nos alçados, em especial no principal (voltado a Noroeste), são notórias as obras do século XVI. Nos três primeiros pisos, abrem-se portas e janelas em posição axial, que recorrem sistematicamente ao lintel recto. Ao nível do penúltimo andar, a janela é ladeada por duas pedras de armas, uma das quais da família Cunha. O derradeiro piso, decerto o espaço mais nobre, é iluminado nas quatro faces por janelas duplas providas de mainel, mas rasgadas num único bloco.
Depois de consumada a reforma quinhentista, ou em simultâneo com esta (embora com obras no século XVIII), adossou-se à torre um edifício longitudinal, de dois pisos, que segue a disposição simétrica dos andares inferiores da torre. Este segundo corpo funcionou como ala residencial e, apesar de bastante descaracterizado, é possível perceber um pouco a sua organização original. No piso térreo funcionariam os espaços de apoio, como arrecadações, cozinhas e demais dependências de carácter funcional e, porventura, rural. No andar nobre, a que se acede por escadaria voltada a Noroeste, estariam concentrados os quartos e um salão de recepção.
Da campanha barroca do conjunto monumental fez ainda parte a iniciativa de murar a quinta e a construção de uma capela, associada ao portão da propriedade. De planta rectangular, com nave única e capela-mor integrada no corpo, é um pequeno templo de fachada principal de pano único, entre poderosos pilares-cunhais de cantaria, por sua vez encimados por desproporcionados pináculos piramidais.
Adquirida em 1913 pela família dos actuais proprietários, o conjunto é um dos mais interessantes vestígios medievais e quinhentistas da implantação nobre na zona imediatamente a Norte de Braga e aguarda por uma rigorosa e exaustiva monografia, que contemple o inevitável contributo da arqueologia.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

As Terras de Vila Verde do Minho no Dicionário Geográfico do Reino de Portugal até 1758

Local

Vila Verde

Data

1985

Autor(es)

SILVA, Domingos M. da

Título

História, Arte e Paisagens do Distrito de Braga - I - Concelho de Vila Verde

Local

Braga

Data

1963

Autor(es)

-

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Monografia do concelho de Vila Verde

Local

Amares

Data

1958

Autor(es)

AZEVEDO, Correia de

Título

Apontamentos para a história de Vila Verde

Local

Vila Verde

Data

1993

Autor(es)

LOPES, João José Almeida

Título

Casas-Torre ainda existentes nos arredores de Braga, O Distrito de Braga, 2ª sér., vol. III, pp.5-28

Local

Braga

Data

1978

Autor(es)

SOUSA, José João Rigaud de