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Torre e Casa de Gomariz - detalhe

Designação

Designação

Torre e Casa de Gomariz

Outras Designações / Pesquisas

Torre e Casa de Gomariz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Vila Verde / Cervães

Endereço / Local

- -
Lugar do Castelo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 235/2019, DR, 2.ª série, n.º 70, de 9-04-2019 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-08-2018 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 86/2018, DR, 2.ª série, n.º 107, de 5-06-2018 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 20-01-2017 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 13-12-2016 da SPAA do CNC a propor a classificação como MIP, mas apenas da torre e casa solarenga anexa, dos séculos XVII e XVIII (apenas no concelho de Vila Verde)
Em 1-06-2015 a DRC do Norte enviou um levantamento fotográfico
Despacho de concordância de 10-04-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 1-04-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a devolução do processo à DRC do Norte para junção de elementos sobre o estado atual do imóvel
Proposta de 28-01-2014 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Anúncio n.º 151/2013, DR, 2.ª série, n.º 79, de 23-04-2013 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 8-02-2013 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 5-02-2013 da DRC do Norte para abertura de novo procedimento de classificação
Proposta de 18-01-2013 dos proprietários para a abertura de novo procedimento de classificação
Anúncio n.º 13823/2012, DR, 2.ª série, n.º 252, de 31-12-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 14-12-2012 da diretora-geral da DGPC, com fundamento na existência de deficiências de instrução consideradas insanáveis em tempo útil
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de confirmação da abertura de 19-03-1997 do vice-presidente do IPPAR
Despacho de abertura de 20-07-1990 do presidente do IPPC
Proposta de 10-04-1990 do IPPC Norte para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 15-11-1988 da CM de Vila Verde
Deliberação de 20-08-1986 da CM de Vila Verde no sentido de propor ao IPPC a classificação como MN

ZEP

O parecer de 13-12-2016 da SPAA do CNC não se refere à proposta de ZEP da DRC do Norte
Em 1-06-2015 a DRC do Norte enviou um levantamento fotográfico
Despacho de concordância de 10-04-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 1-04-2015 da SPAA do CNC a propor a devolução do processo à DRC do Norte para junção de elementos sobre o estado atual do imóvel
Proposta de 28-01-2014 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizado no lugar do Castelo, em Cervães, o conjunto da Torre e Casa de Gomariz designa uma unidade constituída por uma casa-torre, um bloco edificado de planta retangular, composto por um torreão quadrangular e um espaço habitacional retangular, adossado à direita. O complexo integra-se numa quinta com capela, uma eira com sequeiro, terrenos agrícolas e uma mata.
A torre divide-se em quatro pisos diferenciados exteriormente por vãos, totalizando cerca de 12 metros de altura, com o coroamento em cornija sobre o qual assenta um balcão de ameias composto por merlões pontiagudos. Nos ângulos foram colocados matacães, ladeados por gárgulas zoomórficas e em forma de canhão.
O alçado principal apresenta uma porta retangular central, encimada por duas janelas com guarda de ferro, a superior ladeada por duas pedras de armas. No último registo abre-se uma janela de mainel. A fachada lateral esquerda exibe uma composição de fenestrações igual ao do frontispício, não existindo nenhuma porta de entrada. As duas restantes fachadas laterais, por estarem adossadas ao edifício habitacional, mostram apenas a janela de mainel superior.
O edifício retangular que se adossa à direita divide-se em dois registos, exibindo na fachada principal um terraço com escada ao centro que percorre todo o piso superior, assente sobre o piso térreo, mais destacado, com portas de entrada precedidas por reentrâncias.
Ambos os espaços, nomeadamente no que concerne à distribuição interior, foram profundamente alterados por recentes obras de reabilitação.
História
A propriedade de Gomariz foi documentada pela primeira vez em 1296, ano em que Estêvão Durão Esteves, Cónego da Sé de Braga e contador do rei D. Dinis, adquiriu a propriedade (SOUSA: 1978, p.16). O edifício que chegou até à atualidade é posterior aos finais do século XIII, mas revela uma tipologia de habitação nobre característica dos séculos finais da Idade Média, fazendo crer que se deu uma reforma de um conjunto anterior; no entanto, desconhece-se se à época da citada compra existia uma domus fortis no local.
No início do século XVI, provavelmente na sequência da passagem da posse da quinta para Constança Soares, viúva do nobre Pedro da Cunha, ocorrida em 1531, deu-se uma profunda reforma do edifício medieval, embora Carlos de Azevedo avance que o promotor da obra possa ter sido o próprio Pedro da Cunha, ainda pelos finais do século XV (AZEVEDO, 1988, p.146).
Depois da reforma quinhentista, possivelmente no século XVIII, construiu-se a nova ala residencial, adossada à torre, cuja organização espacial original consignava ao piso térreo os espaços de apoio, como arrecadações, cozinhas e demais dependências de carácter funcional e, porventura, rural, ao passo que reservava ao andar nobre os quartos e o salão social. Durante a campanha barroca foi também construído o muro de delimitação da quinta, bem como a capela, localizada junto à entrada da propriedade.
No ano de 1913 o imóvel foi adquirido pela atual família proprietária. No entanto, os espaços quer da torre quer da habitação barroca chegavam aos finais da centúria bastante degradados.
Assim, no início do século XXI os proprietários patrocinavam uma grande obra de reconversão dos espaços, para que fossem adaptados a unidade hoteleira, que promoveram a reabilitação das estruturas arquitetónicas, com base numa solução reversível. O projeto foi realizado pelos arquitetos Paulo Braga e Cristina Amaral, com design interior do Atelier Nini Andrade e Silva.
O imóvel foi classificado em 2019 como monumento de interesse público.
Catarina Oliveira
DGPC, 2019

Imagens

Bibliografia

Título

As Terras de Vila Verde do Minho no Dicionário Geográfico do Reino de Portugal até 1758

Local

Vila Verde

Data

1985

Autor(es)

SILVA, Domingos M. da

Título

História, Arte e Paisagens do Distrito de Braga - I - Concelho de Vila Verde

Local

Braga

Data

1963

Autor(es)

-

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

Monografia do concelho de Vila Verde

Local

Amares

Data

1958

Autor(es)

AZEVEDO, Correia de

Título

Apontamentos para a história de Vila Verde

Local

Vila Verde

Data

1993

Autor(es)

LOPES, João José Almeida

Título

Casas-Torre ainda existentes nos arredores de Braga, O Distrito de Braga, 2ª sér., vol. III, pp.5-28

Local

Braga

Data

1978

Autor(es)

SOUSA, José João Rigaud de