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Conjunto arquitectónico constituido pelas fábricas "Algarve Exportador" e "Rainha do Sado" - detalhe

Designação

Designação

Conjunto arquitectónico constituido pelas fábricas "Algarve Exportador" e "Rainha do Sado"

Outras Designações / Pesquisas

Fábricas Algarve Exportador e Rainha do Sado(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Complexo Fabril

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Matosinhos / Matosinhos e Leça da Palmeira

Endereço / Local

-- -
Matosinhos

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de encerramento de 17-02-2003 do vice-presidente do IPPAR

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

"O conjunto dos dois edifícios preenche o quarteirão definido pelas ruas de Roberto Ivens (ex. Dr. Alves da Veiga), Heróis de França (ex. João Chagas) e a Avenida da República. O edifício da fábrica de conservas Algarve Exportador foi inaugurado a 5 de Outubro de 1939, tendo sido apresentado o seu projecto em 31 de Março de 1939, tendo sido apresentado o seu projecto em 31 de Março de 1938, segundo consta no Arquivo da Câmara Municipal de Matosinhos. O edifício da Fábrica de conservas Rainha do Sado data de 1941. Ambas as obras são marcos importantes na historia da arquitectura portuguesa. Quanto à Algarve Exportador,a sua concepção ultrapassa a importância que já por si teria como património da arqueologia industrial, significando então, aqui em Matosinhos, a tipologia de fábrica de conservas com as repetidas três naves e o pequeno espaço de escritórios, o pátio de acesso de pessoal, com os cais para carga e descarga distribuindo as diversas dependências da fábrica e anexos para o pessoal. (...) é momento obrigatório de reflexão para o estudo do modernismo na arte em Portugal. Obra do Arquitecto António Varela que representou para a arquitectura moderna em Portugal a geração funcionalista em conjunto com Adelino Nunes, Keil do Amaral, Couto Martins, Arménio Losa, Januário Godinho, José Porto, Viana de Lima e outros. A obra pode ser referida na continuidade de experiências de renovação da linguagem arquitectónica tais como a Garagem do Comércio do Porto (1929) de Rogério de Azevedo, ou a 2lota" de Massarelos (ou Bolsa do Peixe) E Manuel e Januário Godinho (meados dos anos 30). Quanto à Rainha do Sado, é obra assinada pelo engenheiro civil Alfredo Daniel.(...) No entanto, pelo diálogo que estabelece com o espaço urbano e com a preexistência que lhe é imediata (a Algarve Exportador já estava construída quando da sua concepção), a compreensão que faz do espaço da rua na composição dos alçados e na resolução do ângulo agudo formado pelas ruas Heróis de França e Roberto Ivens, dão-lhe importância integradora, formando com o edifício com o edifício da Algarve Exportador um conjunto unitário (...)" In Memória Descritiva que acompanhou o pedido de classificação (o qual originou o processo nº 85/3(96)

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

AA.VV.