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Pelourinho da Lousã - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho da Lousã

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho da Lousã (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Lousã / Lousã e Vilarinho

Endereço / Local

Rua Dr. João Santos
Lousã

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O pelourinho que hoje conhecemos é uma reconstrução realizada na década de 1940 que procurou, na medida dos poucos vestígios subsistentes, respeitar a configuração do pelourinho original da Lousã, que se pensa ser anterior ao século XVI. Sobre este apenas se conhecem os dados apurados por Álvaro Viana de Lemos aquando do estudo para a reconstituição do pelourinho, atribuindo este autor ao exemplar da Lousã uma cronologia recuada que tem por base o material em que o pelourinho fora executado - pedra vermelha de Alvite - e a sua configuração, em particular o remate.
Encontrava-se originalmente no largo fronteiro ao edifício dos Paços do Concelho, o centro cívico da localidade, tendo sido posteriormente deslocado para o único cunhal livre da casa da Câmara. Esta transferência deverá ter ocorrido na primeira metade do século XIX, retirando-se então a base de degraus e ficando apenas a coluna, ligada ao edifício por gatos de ferro. Mais tarde, depois de 1867, um acidente com um carro de bois acabou por derrubar o pelourinho que desapareceu quase na sua totalidade. Apenas havia notícia de que o remate teria passado a funcionar como peso do relógio municipal, mas quando alguns investigadores locais o procuraram também não foi possível localizar este fragmento, que viria a aparecer apenas na década de 1940, no contexto de umas obras.
A peça descoberta correspondia efectivamente ao remate, como figurava numa gravura publicada no Archivo Pittoresco em 1866-67, quando o pelourinho ainda estava de pé. Tratava-se de uma pedra com argola chumbada, muito deteriorada e mutilada, mas onde ainda se distinguia a representação de faces humanas muito desgastadas.
A construção do novo pelourinho, que era reclamada por muitos há algum tempo, ganhou renovada importância com a descoberta deste fragmento, numa época em que as celebração da grande exposição de 1940 e o orgulho pelo passado dominavam a sociedade portuguesa de forma muito particular. A comissão encarregue da reconstituição do pelourinho procurou fornecer os desenhos que melhor respeitassem o modelo primitivo, pelo que o exemplar que hoje se observa junto à fachada posterior da Câmara Municipal apresenta três degraus e, sobre eles, a base também de secção quadrada, onde assenta a coluna cilíndrica com remate formado por bloco quadrangular tendo em cada uma das faces um rosto humano, de homens e mulheres, que se opõem.
(RC)

Imagens