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Convento de Santa Clara - detalhe

Designação

Designação

Convento de Santa Clara

Outras Designações / Pesquisas

Convento de Santa Clara / Biblioteca Municipal de Portalegre(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Portalegre / Sé e São Lourenço

Endereço / Local

Rua de Santa Clara
Portalegre

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 25 523, DG, I Série, n.º 140, de 20-06-1935 (Convento) (ver Decreto)
Decreto n.º 8 518, DG, I Série, n.º 248, de 30-11-1922 (Claustro) (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O convento de Santa Clara é o segundo mais antigo estabelecimento conventual de Portalegre. A sua fundação remonta à segunda metade do século XIV, mais propriamente ao ano de 1376, data em que D. Leonor Teles decidiu transformar o paço régio aqui existente num convento de clarissas. Pelas notícias que chegaram até hoje, parece que a igreja levou muito pouco tempo a construir-se, pois estaria concluída em 1389, escassos anos depois da fundação mas, em todo o caso, já na vigência de uma outra dinastia.
Infelizmente, a quase totalidade da obra medieval foi sacrificada ao longo dos tempos, devido às muitas campanhas construtivas que aqui se sucederam. Duas alas do piso térreo do claustro são a única face visível da instituição de patrocínio régio tardo-medieval. Elas datam já do século XV, o que prova o arrastamento das obras para lá da conclusão da igreja pela década de 80 do século anterior; são, no entanto, o único vestígio do primeiro capítulo de vida deste convento. A abertura para a quadra central é feita através de conjuntos de quatro arcos quebrados, assentes em colunas geminadas de grande elegância e em capitéis de decoração vegetalista sumária. Estas arcarias eram envolvidas por um grande arco abatido, construído em época posterior, que sustentava os pisos superiores do claustro, também eles da Idade Moderna, elementos de suporte suprimidos nas mais recentes obras de restauro.
Como não podia deixar de ser, a grande campanha reformadora, que alterou substancialmente o aspecto medieval do monumento, aconteceu no século XVI, período de claro apogeu artístico da cidade-diocese. A fachada principal foi o elemento mais modernizado, correspondendo à intenção de monumentalização e de actualização do convento: um novo portal de granito, eruditizante, limitado lateralmente por pilastras molduradas e ornamentado superiormente por volutas, passou a ser o acesso principal. Também no claustro existiram obras de vulto, com a supressão de duas alas originais e a construção, a toda a sua extensão, de um piso superior. De gosto maneirista, mas destituído de assinaláveis elementos decorativos ou de proporção, o claustro é bem revelador da dimensão estética e artística da campanha quinhentista.
A terceira (e última) grande fase de obras teve lugar no século XVIII. Neste sentido, o antigo convento de Santa Clara é um dos edifícios que melhor espelha os pontos altos da História da Arte da cidade: Baixa Idade Média; Século XVI e Século XVIII. Por esta altura, o monumento foi substancialmente transformado, acrescentando-se novas dependências, um novo corpo em altura no claustro, e numerosas beneficiações na igreja, dotada de uma nova luminosidade (proporcionada por amplos janelões) e de elementos de devoção. Mais uma vez, foi no claustro que a empreitada melhor ficou espelhada, numa campanha ocorrida praticamente no final de Setecentos. A fonte tardo-barroca, erguida ao centro da quadra central e "de três faces (...) com frontão curvo", é um dos pormenores decorativos de maior impacto visual desta reforma, e repete "um modelo de grande ocorrência nas Beiras" (RODRIGUES e PEREIRA, 1988, p.72).
Extinta a comunidade, o conjunto teve várias funções, sendo adaptado a asilo. Com o advento da 3ª República, o espaço albergou alguns serviços municipais e sociedades de âmbito cultural, ao mesmo tempo que foi objecto de restauros parcelares. Mais recentemente, em Maio de 1999, aqui se instalou a Biblioteca Municipal de Portalegre, num projecto de reconversão integral, que, pela primeira vez em quase dois séculos, encarou o edifício como um todo funcional, ainda que não seja isento de crítica.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Portalegre

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

PEREIRA, Paulo, RODRIGUES, Jorge

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre)

Local

Lisboa

Data

1943

Autor(es)

KEIL, Luís

Título

O centro histórico da cidade de Portalegre

Local

Portalegre

Data

2002

Autor(es)

GARRAIO, Isilda

Título

Subsídios para uma monografia de Portalegre

Local

Portalegre

Data

1997

Autor(es)

TRANSMONTANO, Maria Tavares

Título

Caso prático de intervenção num edifício classificado, Revista Monumentos, n.º 2

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

MACEDO, José António Sousa