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Igreja românica de Santa Maria Maior, de Tarouquela - detalhe

Designação

Designação

Igreja românica de Santa Maria Maior, de Tarouquela

Outras Designações / Pesquisas

Igreja românica de Tarouquela / Igreja de Santa Maria Maior / Mosteiro de Tarouquela / Igreja Românica de Santa Maria Maior de Tarouquela / Igreja Paroquial de Tarouquela(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Cinfães / Tarouquela

Endereço / Local

-- -
Tarouquela

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 34 452, DG, I Série, n.º 59, de 20-03-1945 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Tarouquela é uma pequena, porém importante, igreja românica da região de Lamego, zona onde este estilo artístico deixou marcas de um regionalismo próprio. A sua construção data da segunda metade do século XII, por iniciativa do braço feminino dos Regrantes de Santo Agostinho, mas as referências à localidade são anteriores, fazendo crer que Tarouquela tenha sido um povoado de relativa importância no período condal, numa região ainda escassamente controlada pelos poderes cristãos saídos do avanço verificado em meados do século XI com as conquistas de D. Fernando Magno.
O que hoje podemos observar é o templo de um mosteiro referenciado em 1162, cujo comando esteve entregue, em finais da centúria, a D. Urraca Viegas, filha de Egas Moniz, e cuja vitalidade se encontra testemunhada documentalmente ao longo de toda a Baixa Idade Média.
O modelo volumétrico da igreja é comum à generalidade das construções românicas levantadas no nosso país: nave única relativamente alta, escassamente fenestrada, a que se justapõe capela-mor quadrangular mais baixa e estreita que o corpo. A cobertura é uniforme, em tecto de madeira protegido por telhado de duas águas. Os esforços decorativos concentram-se em locais específicos do templo, concretamente os portais e a cachorrada de modilhões que sustenta o telhado. Apesar destas características dominantes comuns, a igreja possui uma clara especificidade, seja na desproporcionada altura da sua nave, seja nos aspectos decorativos, cuja profusão eleva este templo ao estatuto de realização maior da arte românica nacional.
O portal principal é apontado e define-se em três arquivoltas assentes sobre colunelos de capitéis vegetalistas e animalistas, que enquadram o tímpano, preenchido com motivo vegetalista radial. Ao nível das impostas, a entrada é "vigiada" por dois quadrúpedes que abocanham o que parece ser uma figura humana, numa referência clara ao castigo que espera os pecadores. O alçado inclui uma linha de adossamento do que pode ter sido um alpendre e, na empena, a eixo, abre-se pequena janela. Do lado Sul, existe porta lateral também apontada, de duas arquivoltas e tímpano, sobre a qual se rasga janela. Deste lado, adossada à capela-mor, subsiste uma pequena capela gótica, dedicada a São João Baptista e mandada construir no século XIV por Vasco Lourenço.
No interior destaca-se o arco triunfal, também ele apontado e ainda com vestígios de policromia original. As paredes são decoradas com sucessões de arcarias cegas dotadas de capitéis historiados, o que faz com que o conjunto escultórico seja dos mais interessantes do nosso românico, apesar de ainda escassamente estudado.
PAF

Imagens