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Igreja Matriz de Barrô - detalhe

Designação

Designação

Igreja Matriz de Barrô

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Assunção / Igreja Paroquial de Barrô / Igreja de Nossa Senhora da Assunção(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Resende / Barrô

Endereço / Local

EN 222, ao km. 116,9, a 100 m
Lugar de Curcial

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 175, DG, I Série, n.º 110, de 3-06-1922 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Apesar das modestas dimensões da igreja, Barrô é um importante monumento, fruto da iniciativa de D. Egas Moniz, por doação de D. Afonso Henriques. Na geração seguinte, o padroado do templo foi doada pela nora de D. Egas, D. Sancha Vermudes, aos Hospitalários. Estes dados provam a efectiva importância da igreja no quadro do nascente reino de Portugal, ainda que as suas características arquitectónicas não difiram da esmagadora maioria da nossa arte românica.
Ainda assim, a ausência de monumentalidade não é, de todo, uma das dominantes do edifício. A fachada principal organiza-se em dois generosos registos, correspondendo o primeiro ao portal axial (em arco apontado de três arquivoltas, com capitéis decorados com elementos vegetalistas) e o segundo a óculo circular inscrito em moldura porticada reentrante, de duas arquivoltas de arco a pleno centro. Entre os dois andares, exibem-se três bustos humanos, colocados no alçado em posição harmónica, que originalmente serviriam de pontos de apoio a um desaparecido alpendre. O arco triunfal, apesar de em perfil apontado, revela, igualmente, a qualidade e relevância do projecto no quadro do românico português. Os capitéis são decorados com motivos zoo e antropomórficos, em concreto cenas de caçada, plenas de movimento e dinamismo. E a própria capela-mor, com os seus três tramos, evidencia uma qualidade relativamente superior à generalidade das construções de então.
Na Época Moderna, a igreja foi objecto de múltiplos enriquecimentos. No século XVII, construiu-se a torre sineira quadrangular, anexa à face meridional da fachada principal, parcialmente intervencionada em 1890. No período áureo do Barroco, realizaram-se os retábulos de talha dourada, em particular o principal, de estrutura tripartida apoiada em colunas salomónicas. A igreja foi restaurada nas décadas de 50 e 60 do século XX.
PAF

Imagens