Saltar para o conteúdo principal da página

Lápide do Deus Esculápio - detalhe

Designação

Designação

Lápide do Deus Esculápio

Outras Designações / Pesquisas

-

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Inscrição

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Belém

Endereço / Local

- no Museu Nacional de Arqueologia, Praça do Império
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Inscrição dedicada a Esculápio, deus romano da medicina, proveniente do interior das galerias romanas da Rua da Prata. As referidas galerias são por vezes designadas como "termas" embora não o fossem, visto não possuírem piscina, tepidário ou hipocausto. Esta associação fez-se não apenas pela abundância de água no seu interior, mas também pelo achado da inscrição, que parecia reforçar a possibilidade de no local se tratarem enfermidades. Hoje em dia, é unânime considerar que a estrutura é um criptopórtico, solução arquitectónica destinada a criar uma plataforma artificial sobre a qual se podiam construir grandes edifícios (neste caso, talvez o fórum de Lisboa), particularmente importante em zonas instáveis e alagadiças.
O registo votivo, constando de um bloco de mármore epigrafado, pertenceria possivelmente ao pedestal de uma estátua de Esculápio, permitindo supor que no local existia um templo, ou outro edifício público, onde se cultuava este deus, de origem grega. Estava integrado nos escombros removidos da zona após o terramoto de 1755, quando as galerias foram pela primeira vez referenciadas, e foi reutilizado na construção de um edifício da época, de onde foi retirado em escavações arqueológicas do século XIX.
O bloco, paralelepipédico, possui três faces alisadas, duas laterais e uma anterior, onde está a inscrição, e está danificada na face posterior. Tem um orifício circular no topo, talvez destinado ao encaixe de uma estátua. De acordo com o texto dedicatório, este monumento a AESCVLAPIVS representava uma oferta de dois augustais, categoria de sacerdotes encarregados do culto de Augusto, que estavam habitualmente ligados ao governo dos municípios. A peça mede 73x72x53cm, e é datável de 14 d.C.- 37 d.C. (século I d.C.), de acordo com os estudos epigráficos. Está depositado no Museu Nacional de Arqueologia.
Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P., 24-10-2007

Imagens