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Igreja de Santo Aleixo, paroquial - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santo Aleixo, paroquial

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Santo Aleixo / Igreja Paroquial de Santo Aleixo da Restauração / Igreja de Santo Aleixo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Moura / Safara e Santo Aleixo da Restauração

Endereço / Local

Praça da Restauração
Santo Aleixo da Restauração

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 29 604, DG, I Série, n.º 112, de 16-05-1939 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Com implantação relativamente elevada, no cimo de um outeiro, a Igreja de Santo Aleixo de Moura domina a paisagem e casario envolvente. O templo actual é o segundo, da mesma invocação, erguido no local. A primeira construção, datada de 1626, foi arrasada nos primeiros anos após a Restauração, quando toda a planície de Moura sofria sucessivos ataques das tropas castelhanas. Em 1644 a igreja ainda terá servido de abrigo às populações locais, quando as muralhas da vila cederam perante o invasor; a resistência dos habitantes viria a reflectir-se na topónimo da freguesia, a partir de então designada de Santo Aleixo da Restauração. Da reconstrução da igreja, realizada cerca de quarenta anos mais tarde, em 1683, resultou um singelo templo maneirista, de nave única, com capela-mor rectangular. No entanto, e passados pouco mais de vinte anos, a igreja era, uma vez mais, ameaçada pelos exércitos espanhóis, desta vez no cenário da Guerra da Sucessão de Espanha. Ficou parcialmente destruída, mas foi ampliada em 1733, aquando da nova reconstrução, passando a igreja de três naves, embora mantendo-se integralmente a capela-mor. Desta última reconstrução ficaram claros indícios, como a relativa desproporção entre o volume da capela-mor e o grande espaço da nave, ou a coexistência de elementos maneiristas, alguns ainda recuperados da nave setecentista, e outros barrocos.
A fachada do templo, de tipologia barroca, é rematada por frontão ondulado, em lanços, com pináculos sobre as molduras quebradas, e uma cruz no topo. O portal é em arco abatido, sobrepujado por entablamento, sobre o qual se rasga um nicho. A eixo, e sob a empena, rasga-se uma janela em arco contracurvado. A torre sineira adossa-se à direita da fachada, vazada por quatro arcos redondos, rematada por empena ondulada e cúpula. As fachadas laterais são ritmadas por arcadas cegas, em arco redondo; a Norte destaca-se o volume da capela baptismal e anexos, e a do Sul rasga-se um portal de verga recta, de características maneiristas, com frontão interrompido e rematado por uma cruz. Na fachada posterior existe ainda uma pequena sineira.
O interior é de nave única, coberta por abóbada de berço redondo sobre cimalha corrida. Os alçados laterais, à semelhança dos panos exteriores, são pontuados por arcadas cegas, ao modo de falsas capelas. A Norte, a capela baptismal é aberta por arco redondo. A capela-mor, quadrada, possui igualmente arco triunfal redondo, com as armas de Santiago, sobre pilastras dórico-romanas, e ainda um falso arco redondo na parede fundeira. É coberta por cúpula sobre trompas, e integra silhares de azulejos figurativos azuis e brancos, setecentistas. O retábulo-mor é em talha dourada, de estilo nacional.
A decoração consta de estuques relevados, representando os passos da Cruz, e cestos de flores nas paredes da nave, onde se destacam os altares em talha policromada. SML

Imagens