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Castelo de Torres Novas - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Torres Novas

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Torres Novas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Torres Novas / Torres Novas (Santa Maria, Salvador e Santiago)

Endereço / Local

Rua do Conde de Torres Novas
Torres Novas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Não estão esclarecidas as origens do castelo de Torres Novas, em particular quanto a uma possível ocupação pré-medieval. Ao certo sabe-se que D. Sancho I promoveu a construção de um recinto fortificado, destruído no século XIV no contexto das Guerras Peninsulares que caracterizaram o reinado de D. Fernando. O mesmo monarca ordenou a reparação e reconstrução da estrutura, datando dessa campanha de obras os elementos materiais mais relevantes que compõem o castelo. A condução dos trabalhos ficou entregue a mestre Estêvão Domingues e o vedor das obras foi o juíz Lourenço Peres de Santarém, informações que constavam de duas lápides colocadas junto às portas da Praça e do Salvador, e entretanto removidas dos seus locais originais.
A configuração do castelo é vincadamente gótica, com planta escudiforme defendida por dez torres quadrangulares salientes da muralha e com acesso preferencial pelo adarve. A porta principal localiza-se no troço Sul e integra-se na antiga casa do Alcaide, que controlava assim o movimento de pessoas e de bens dentro das muralhas. Deveria ser aqui que se localizava a torre de menagem, embora a tradição a identifique no ponto imediatamente oposto, junto à Porta da Traição.
Fortemente danificada pelo terramoto de 1755, que terá ocasionado a derrocada de quatro torres, as décadas seguintes assistiram à reconversão funcional de alguns elementos: o paço do alcaide foi transformado em cadeia e os terrenos contíguos aproveitados por privados, a ponto de o alcaide Francisco Feliciano Castelo Branco, em 1790, reclamar a posse dessas propriedades. Em 1835, o interior do recinto passou a ser usado como cemitério e, finalmente, a 3 de Abril de 1839, D. Maria concedeu à Câmara a plena posse do castelo. Esta doação precipitou a ruína do conjunto, uma vez que a opção municipal foi a desmantelar a estrutura, processo parcialmente revertido nas décadas de 40 a 60 do século XX, altura em que a DGEMN reconstruiu alguns troços e as torres que se encontravam praticamente demolidas.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro