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Castro de Ázere - detalhe

Designação

Designação

Castro de Ázere

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Castro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Arcos de Valdevez / Ázere

Endereço / Local

-- -
Ázere

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira referência à existência de um povoado fortificado no topo de um monte da margem esquerda do rio Vez, nas proximidades da localidade que lhe deu o nome, Ázere (da qual dista cerca de dois quilómetros), reporta-se aos primeiros anos da década de noventa do século XIX, numa altura em que a temática castreja ganhava grande popularidade entre os investigadores locais, inspirados que estariam nas primeiras explorações de carácter sistemático conduzidas pelo conhecido estudioso vimarenense, Francisco Martins de G. M. Sarmento (1833-1899).
Foi, com efeito, graças à iniciativa do "correspondente efectivo" da (então ainda) Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, Félix Alves Pereira (?-1915), que o "Castro de Ázere" foi identificado e preservado mediante a sua classificação como "monumento nacional", integrando, desde logo, a primeira grande lista de classificações decretada em 1910 com base nos pareceres emitidos pelo Conselho Superior de Monumentos Nacionaes, o que revelava bem a importância da qual se iam revestindo os estudos arqueológicos entre nós, mesmo que tardiamente, quando comparados ao principal cenário europeu neste parâmetro.
Não obstante, as abordagens realizadas no sítio ainda não permitiram definir, com rigor, o número de linhas de muralha que comporiam originalmente o sistema defensivo deste povoado da Idade do Ferro do Noroeste peninsular e, por inerência, da totalidade da sua área ocupacional, que poderia ter ultrapassado os cento e trinta e dois mil metros quadrados. É, no entanto, no topo do monte, como sucede, ademais, na maioria dos exemplares castrejos, que se identificaram duas estruturas de provável carácter doméstico, de planta circular e rectangular, edificadas com o material de construção típico da época e da zona, ou seja, o granítico, em cantaria aparelhada.
E de igual modo à semelhança do que ocorria nos restantes povoados da Idade do Ferro, bem posicionados estrategicamente na paisagem, também o de Ázere assistiu a uma segunda ocupação, já durante o período de domínio romano do actual território português, posteriormente apropriado durante a medievalidade, com a edificação de uma capela de invocação a S. Miguel, numa prova de reutilização contínua dos mesmos espaços simbólicos pelas populações autóctones.
Quanto ao espólio recolhido no local, pouco terá remanescido, conquanto F. Alves Pereira assinalasse a exumação de alguns artefactos.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

O Castelo de S. Miguel-o-Anjo. Mais alguns achados, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1898

Autor(es)

PEREIRA, Félix Alves

Título

Castelo de S. Miguel-o-Anjo (Notas de um reconhecimento), O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1895

Autor(es)

PEREIRA, Félix Alves