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Castelo de Lanhoso - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Lanhoso

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Lanhoso (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Póvoa de Lanhoso / Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo)

Endereço / Local

EN 205, a 1 km a N. da Póvoa de Lanhoso
Póvoa de Lanhoso

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Lanhoso é um dos mais antigos castelos nacionais, estando documentado deste os conturbados tempos da Reconquista do Norte do território que viria a configurar o reino de Portugal. Nas fiadas inferiores de alguns paramentos ainda se conserva um tipo de aparelho não-isódomo, com inclusão de muitos "cotovelos", como foi usual no período pré-românico, entre os séculos IX e XI.
No tempo do bispo D. Pedro de Braga, grande responsável pela renovação do povoamento na região, o castelo foi reconstruído (ou reformulado), conforme atesta inscrição junto da entrada principal. O objectivo era defender a cidade de Braga, e o projecto respeitou a planta pré-românica da estrutura. Foi neste castelo que ocorreu um dos episódios mais repetidos na história de afirmação de D. Afonso Henriques face a sua mãe, D. Teresa, mandando o infante prendê-la na fortaleza em 1128.
O castelo que chegou até aos nossos dias não é já aquele que assistiu a esta contenda, uma vez que, no final do século XII, no amplo processo de estruturação das terras e respectivas cabeças de território, o conjunto foi objecto de reforma. Construiu-se, então, o castelo românico, com torre de menagem isolada no centro do pátio central. Pouco tempo depois, todavia, o alcaide do castelo, D. Rui Gonçalves Pereira, perante a denúncia de infidelidade de sua mulher, ordenou o incêndio da fortificação.
Não haveria de passar muito tempo até que se reerguessem as muralhas, já sob o signo da arte gótica. A torre de menagem foi "deslocada" para uma das extremidades, defendendo activamente os muros e a porta principal foi flanqueada por duas torres, de feição harmónica, mais característica dos tempos de D. Dinis. Este monarca concedeu especial atenção ao castelo e respectiva povoação, por via de foral passado em 1292.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Castelos Portugueses

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor

Título

Da Reconquista a D. Dinis, Nova História Militar de Portugal, vol. I, pp.21-161

Local

Lisboa

Data

2003

Autor(es)

BARROCA, Mário Jorge