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Complexo Megalítico do Olival da Pega - detalhe

Designação

Designação

Complexo Megalítico do Olival da Pega

Outras Designações / Pesquisas

Antas 1 e 2 do Olival da Pega / Complexo Megalítico do Olival da Pêga / Conjunto Megalítico do Olival da Pêga(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Reguengos de Monsaraz / Monsaraz

Endereço / Local

- Herdade do Olival da Pega
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 167/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (toda a área é considerada ZNA) (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 26-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13646/2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 3-10-2012 da DGPC para a classificação do Complexo Megalítico do Olival da Pega como SIP
Declaração de rectificação n.º 1959/2011, DR, 2.ª série, n.º 245, de 23-12-2011 (ver Declaração)
Anúncio n.º 18225/2011, DR, 2.ª série, n.º 235, de 9-12-2011 (retifica a desiugnação e o objeto da classificação) (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 19-08-1996 do vice-presidente do IPPAR
Requerimento de classificação de 9-08-1996 de Victor Gonçalves e CM de Reguengos de Monsaraz
Despacho de concordância de 6-12-1991 do presidente do IPPAR
Parecer de 11-11-1991 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Proposta de 19-01-1987 da CM de Reguengos de Monsaraz para a classifucação das Antas 1 e 2 do Olival da Pega

ZEP

Portaria n.º 167/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (com restrição) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 26-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13646/2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 3-10-2012 da DGPC

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As mais recentes investigações conduzidas neste conjunto edificado entre o 4.º e o 3.º milénio a. C., permitiram concluir que a denominada "Anta 2 do Olival da Pega" vai muito para além deste monumento megalítico. Com efeito, tudo parece apontar no sentido desta Anta pertencer a um mais vasto conjunto funerário, do qual farão ainda parte outras quatro estruturas anexadas. Assim, a identificação de esteios de câmara, bem como de um amontoado de pedras tombadas, indicarão a localização, para além da "Anta 1" - ou "Anta Grande do Olival da Pega" -, de uma outra estrutura funerária de corredor de consideráveis dimensões. Na verdade, a monumentalidade desta anta poderá ser visivelmente demonstrada pela quantidade de espólio funerário encontrado durante o seu estudo, constituído por cerca de 134 placas de xisto e 200 vasos cerâmicos, a evidenciar bem a utilização deste monumento como grande necrópole de características assumidamente colectivas.
Alguns investigadores nacionais defendem a teoria, segundo a qual as estruturas funerárias anexadas à Anta 2 do Olival da Pega não mais constituirão do que derivações deste primordial monumento funerário que numa determinada fase da sua utilização terá sido bloqueado. Por seu turno, seria através daquelas dimanações que se acederia a outras sepulturas de cúpula. No entanto, e tomadas no seu conjunto, o riquíssimo espólio encontrado nestes sepulcros megalíticos parece evidenciar uma continuidade cultural relativamente às estruturas funerárias que os precederam.
Ainda em relação ao espólio móvel encontrado no interior destas construções megalíticas, merecerá especial destaque a notória presença de placas de xisto com decoração geométrica, e, sobretudo, aquelas que, segundo alguns investigadores, representarão a "Deusa-Mãe", numa derivação das figurações calcolíticas presentes em materiais cerâmicos e em certos "ídolos-cilindros" deste período. Naquela que poderá ser considerada como a última fase estilística destes característicos artefactos megalíticos desta zona do território peninsular, a representação da "Deusa-Mãe" surge com olhos gravados, alguns dos quais em forma de Sol.
Parte significativa do espólio encontrado durante as escavações levadas a cabo desde 1985 por uma equipa orientada por responsáveis da UNIARQ (Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa), integraram a importante exposição sobre o Megalitismo de Reguengos de Monsaraz que esteve patente ao público no Museu Nacional de Arqueologia em 2000, mostrando-se pela primeira vez alguns daqueles que eram até então somente conhecidos através da leitura da referencial obra do casal Leisner e do livro do Prof. Victor Gonçalves. Aproveitando-se esta ocasião única, algumas das peças expostas, nomeadamente cerâmicas e placas de xisto, foram alvo de cuidada intervenção de conservação e restauro.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Leisner, Georg e Vera, Antas de Reguengos de Monsaraz

Local

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Data

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Autor(es)

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