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Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de São Miguel da Eja / Igreja Paroquial de Entre-os-Rios / Igreja de São Miguel (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Penafiel / Eja

Endereço / Local

EN 108
Entre-os-Rios

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 14 425, DG, I Série, n.º 228, de 15-10-1927 (ver Decreto)

ZEP

Parecer favorável do Conselho Consultivo do IGESPAR,I.P. de 12-12-2007 (a ZEP só entra em vigor após publicação no DR)
Proposta de 23-10-2007 da DRCNorte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A posição dominante do pequeno planalto onde se ergue a igreja ilustra a importância estratégica do local, tutelar sobre este importante sector do curso do rio Douro. Desde a proto-história que o sítio foi, por isso, ocupado, restando troços de muralha de um castro e registando-se o aparecimento de cerâmica romana tardia. Na Alta Idade Média, Eja foi sede do território de Anégia, documentado desde o século IX e activo administrativamente até às vésperas da nacionalidade (ALMEIDA e LOPES, 1981-82: 132; BARROCA, 1990-91: 118).
O actual templo românico é posterior a tudo isto e data presumivelmente do século XIII. Nesta altura, já há muito o centro decisório regional havia deixado Eja, o que explica, em parte, a modéstia da construção: templo de nave única e capela-mor quadrangular mais baixa e estreita que o corpo; alçados escassamente fenestrados e destituídos de pormenores decorativos relevantes; fachada principal de escassa volumetria, rasgada por portal de arco apontado a que se sobrepõe pequena fresta; arco triunfal igualmente apontado, decorado sumariamente com motivos geométricos e vegetalistas.
Aparentemente, os séculos da Baixa Idade Média e da Modernidade deixaram escassas marcas no monumento. Só no período barroco se noticia a renovação do altar, com colocação de um retábulo de talha dourada, de estilo nacional, seccionado por três arcos de volta perfeita. As obras de actualização estética continuaram na centúria seguinte, edificando-se o coro-alto e introduzindo-se os retábulos laterais.
No período áureo da intervenção patrimonial no nosso Românico (coincidente com a vigência do Estado Novo), a igreja foi objecto de um orçamento preliminar, mas não se chegou a consumar qualquer restauro. Este só se materializou na década de 80 do século XX, facto que motivou a preservação do património integrado / móvel da época moderna. Novas intervenções de conservação ocorreram na última década e o monumento faz parte integrante da Rota do Românico do Vale do Sousa, uma das escassas rotas turísticas medievais, de carácter temático-regional, do país.
PAF

Imagens