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Ponte sobre o Tua - detalhe

Designação

Designação

Ponte sobre o Tua

Outras Designações / Pesquisas

Ponte Velha sobre o rio Tua / Ponte Velha de Mirandela (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ponte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Mirandela / Mirandela

Endereço / Local

-- -
Mirandela

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Conhecida também por Ponte Velha, esta extensa e monumental ponte situa-se junto a Mirandela fazendo a travessia do rio Tua. Esteve a uso rodoviário até à década de setenta do século passado, tendo então sido construída uma nova ponte, que a substituiu, situada a algumas centenas de metros a montante.
Terá sido edificada no século XVI, tendo sofrido várias intervenções e reconstruções ao longo dos tempos.
Há notícia de no mesmo local ter sido edificada em princípios no século XV uma outra ponte, mas terá sido no reinado de D. Manuel I que se iniciou a construção do actual imóvel então com vinte arcos.
Em 1536 já se encontrava erigida sendo em 1548 objecto de elogiosa referência de João de Barros devido à excelência da sua construção. Já no início do século XVII há referências à ruína de um talhamar e perigo de rotura, mas as reparações levaram alguns anos a concluírem-se.
Em 1726, altura pela qual se deve ter iniciado um projecto de reparação da ponte, existiam no seu centro dois nichos, sendo um dedicado a Nossa Senhora e o outro invocação do Senhor dos Aflitos, representada numa cruz de dois metros com Jesus Cristo crucificado. Estes terão sido desmontados em meados da centúria seguinte.
No século XIX, em 1866, procederem-se a obras de reparação geral, tendo-se tapado o primeiro arco da margem esquerda onde havia uma escada de acesso ao rio, ficando pois com dezanove arcos.
Manteve-se assim até 1909, quando, devido a grandes cheias, se deu a derrocada de quatro arcos próximos da margem esquerda. A reconstrução efectuada em 1910, substituiu os arcos arruinados somente por dois com maiores dimensões, ficando assim a ponte com os dezassete arcos actualmente visíveis.
Esta é uma ponte em cantaria de granito que actualmente tem cerca de 238,5m de comprimento, sendo suportada pelos acima referidos dezassete arcos, em que os oito primeiros da margem esquerda têm o maior vão, sendo quatro quebrados, apresentando-se de ambos os lados os pegões reforçados com talhamares de perfil triangular. Os restantes nove arcos situados na margem direita, apesar de mais pequenos, também possuem talhamares triangulares a montante e a jusante.
O seu tabuleiro é plano, originalmente lajeado a granito, sendo no entanto variável a sua dimensão entre guardas, que se situa entre os 4,8m e os 5,3m. Actualmente é delimitada por guardas de ferro, mas que se sabe terem sido em cantaria de granito com cerca de 0,5m de espessura, fechadas em cerca de 116m e abertas na restante extensão.
Presentemente tem uso pedonal, encontrando-se integrada e servindo de acesso aos arranjos ribeirinhos de enquadramento paisagístico da cidade.
[JAMarques]

Imagens

Bibliografia

Título

Pontes Antigas Classificadas

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

RIBEIRO, Aníbal Soares