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Padrão de Montes Claros - detalhe

Designação

Designação

Padrão de Montes Claros

Outras Designações / Pesquisas

Padrão Comemorativo da Batalha de Montes Claros / Terreiro e Padrão da Batalha de Montes Claros (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Padrão

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Borba / Rio de Moinhos

Endereço / Local

Herdade de Travassos
Rio de Moinhos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A batalha de Montes Claros teve lugar em 1665, entre as tropas espanholas do Marquês de Caracena e o exército organizado pelo Conde de Castelo Melhor, tratando-se da última refrega da Guerra da Restauração. As tropas que defendiam a independência nacional reuniram-se em Estremoz, tendo avançado daí em direcção a Vila Viçosa, já cercada pelo inimigo. À sua frente ia o Marquês de Marialva, que conseguiu uma vitória esmagadora.
O obelisco comemorativo ergue-se na Herdade de Travassos, numa das colinas onde decorreu a batalha, na estrada que liga Estremoz a Bencatel, na vizinhança do Convento de Nossa Senhora da Luz de Montes Claros.
Consta de uma coluna em mármore branco levantada sobre um soco de três degraus de planta quadrangular, elevando-se a boa altura. O fuste é liso e de secção circular, mais largo na base do que no topo, e apresentando ligeira entasis. Assenta em toro moldurado sobre pedestal prismático, e é rematado por capitel toscano sobre colarinho. O remate é um plinto sobre o qual se destaca uma coroa real fechada.
No pedestal encontra-se gravada uma breve mas inflamada descrição do triunfo nacional, conforme o texto que segue (modernizado):
No ano de 1665, reinando em Portugal D. Afonso VI, em quarta-feira, 17 de Junho do mesmo ano, dia infra-oitava do glorioso santo português, neste sítio de Montes Claros, D. António Luís de Menezes, Marquês de Marialva, Capitão General do Alentejo, em batalha singular por espaço de nove horas, que começaram às 9 horas da manhã até às seis da tarde, matou, rompeu, desbaratou e venceu o exército castelhano, que o Marquês de Canacena, Capitão General da Estremadura, governava, o qual deixou na campanha um grande número de prisioneiros e muitos cabos, toda a artilharia, carnagem, e a Vila Viçosa livre do sítio que lhe tinha posto. Esta memória fez, para os presentes e vindouros os renderem a Deus graças e rezarem pelas almas dos que se acharam e morreram em tão notável contenda. O levantamento desta coluna atribui-se à iniciativa do príncipe regente D. Pedro, que governava em vez de seu irmão, D. Afonso VI, desde 1668.
Junto da vizinha aldeia de Barro Branco foi também gravada uma lápide comemorativa da refrega, talhada em mármore da região, com cerca de 4 metros de altura por 3 de comprimento. Mandada colocar pelo Marquês de Marialva diante da capela de Nossa Senhora da Vitória, a cerca de um quilómetro dos locais do combate, já durante a regência de D. Pedro, a lápide é um tributo aos que morreram na batalha, exortando os visitantes do templo a rezarem pelas suas almas e louvando o seu sacrifício pela paz futura do Reino. A pequena ermida fronteira, ampliada em meados do século XVIII, abriga uma imagem de Nossa Senhora da Vitória.
Sílvia Leite / DIDA - IGESPAR, I.P. / 2011

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

ESPANCA, Túlio