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Pelourinho de Trancoso - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Trancoso

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Trancoso (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Trancoso / Trancoso (São Pedro e Santa Maria) e Souto Maior

Endereço / Local

- -
Trancoso

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 29-10-1955, publicada no DG, II Série, n.º 285, de 10-12-1955 (sem restrições) (ZEP da Capela e Muralhas de Trancoso, do Pelourinho de Trancoso e da Capela de Santa Luzia)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Constituindo uma das povoações mais importantes da região ao longo da Idade Média, pela localização estratégica que ocupava durante o longo e difícil processo de Reconquista, Trancoso destacou-se, de igual modo, pela excelência dos recursos naturais que o território que lhe corresponde na actualidade sempre proporcionou às comunidades humanas que o procuravam e nele se fixavam, como evidenciam as inúmeras estações arqueológicas identificadas até ao momento no seu perímetro.
Foram estas características e potencialidades que lhe mereceram, entre as décadas de setenta e de oitenta do século XII, a obtenção do seu primeiro foral, outorgado por D. Afonso Henriques (1109-1185) e posteriormente confirmado por D. Afonso II (1185-1223), decorria, então, o ano de 1217, e, de novo, em 1391, dessa feita por iniciativa de D. João I (1357-1433), cabendo, porém, a D. Manuel I (1469-1521) a concessão, em 1510 (ano em que o soberano conferiu foral a inúmeras localidades), de novo foral e a colocação, no centro da povoação (no cruzamento dos eixos que ligam as quatro portas do muralhado medieval), do símbolo, por excelência, do poder local, ou seja, o pelourinho, como forma, não apenas de incentivar o desenvolvimento económico da zona, como de promover o seu povoamento.
Peça inscrita, por conseguinte, nas linhas arquitectónicas e gramática decorativa manuelinas, o "Pelourinho de Trancoso", executado em granito, é composto de coluna de fuste oitavado, superfície lisa (com argola de ferro colocada a meia altura) e base quadrada biselada nos ângulos, assente sobre soco formado por quatro degraus octogonais, como octogonal é o capitel precedido de gola e concluído por três anéis. É, no entanto, no remate que se revela todo o esplendor manuelino, constituído por gaiola composta de colunelo central liso e oito colunelos de fuste cilíndrico sobrepujados por três anéis de secção circular decorados com meias esferas. O monumento termina em pirâmide encimada por esfera armilar coroada por cruz de Cristo em ferro.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CHAVES, Luís

Título

Trancoso, terra de sonho e de maravilha

Local

Trancoso

Data

1982

Autor(es)

TEIXEIRA, Irene Avilez

Título

Trancoso. Notas para uma monografia, 2ªed.

Local

Trancoso

Data

1989

Autor(es)

CORREIA, Joaquim Manuel

Título

Pelourinhos do Distrito da Guarda

Local

Viseu

Data

1998

Autor(es)

SOUSA, Júlio Rocha e

Título

Trancoso, Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de