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Igreja de Almoster e ruínas do respectivo claustro - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Almoster e ruínas do respectivo claustro

Outras Designações / Pesquisas

Convento de Santa Maria de Almoster / Convento de Santa Maria de Almoster / Igreja Paroquial de Almoster / Igreja de Santa Maria(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento - Itinerário de Cister

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Santarém / Almoster

Endereço / Local

-- -
Almoster

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Requerimento de 26-03-2018 da CM de Santarém para ampliação da classificação, de forma a abranger a cerca
Decreto n.º 6 644, DG, I Série, n.º 109, de 27-05-1920 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Convento gótico de Santa Maria de Almoster foi fundado por D. Berengueira Aires, dama da corte da Rainha D. Isabel, em cumprimento do desejo testamental de sua mãe, D. Sancha Pires (1287), e com autorização do papa Nicolau IV, em1289.
As obras tiveram a iniciativa de D. Berengueira Aires e da Rainha Santa, tendo esta última mandado edificar o claustro, com arcaria gótica constituída por colunas geminadas decoradas nos capitéis com elementos figurativos e heráldicos, e a enfermaria. A rainha quis dar continuidade à sua protecção ao convento deixando em testamento cerca de mil libras.
Este edifício conventual teve grande importância traduzida na apresentação do alcaide, em cobranças de dízimos e no recebimento de um foro de uma galinha por habitação erguida no couto de Almoster.
Com a conclusão das casas conventuais, cerca do ano de 1300, o edifício recebeu diversas religiosas da Ordem de Cister, tendo aqui ingressado a fundadora do cenóbio e, mais tarde, professado D. Violante Gomes, mãe de D. António, Prior do Crato.
O conjunto conventual distribui-se em torno do claustro - no qual se encontra uma fonte datada de 1625-, hoje degradado, com a igreja, as ruínas dos dormitórios o antigo refeitório e a sala do capítulo. Neste último espaço encontram-se no pavimento lages tumulares das abadessas, e por cima dos bancos observamos um silhar de azulejos setecentistas.
A igreja segue a tipologia simplificada do gótico mendicante de Santarém, sendo composta no interior por três naves de cinco tramos de arcos ogivais, separadas por pilares com pilastas adossadas lateralmente, decoradas nos capitéis com elementos vegetalistas. Quanto à capela-mor, apresenta volumes escalonados sendo coberta por abódada de cruzaria de ogivas. O espaço interno do templo encontra-se dividido pela construção de um coro baixo maneirista, que separava a zona das religiosas da parte destinada aos leigos.
O convento foi alvo de diversas campanhas de obras ao longo dos séculos que alteraram a austeridade do edifício primitivo cisterciense. Destas campanhas destacamos, no século XVII, os painéis de azulejaria - com azulejos de padrão e de tapete - os revestimentos retábulos e de nichos com talha dourada barroca; no século XVIII a igreja sofreu intervenções significativas expressas em ornatos de alvenaria e em arranjos nas absides. Do seu património móvel destacamos a escultura gótica da centúria de trezentos representando Cristo na Cruz.
Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi progressivamente votado ao abandono, tendo sido efectuadas pela DGEMN algumas obras de conservação e restauro entre os anos de 1950 e 1980 segundo os critérios de restauro da época.
Desde 2001 até ao ano de 2003, o IPPAR, através do seu programa de recuperação dos conjuntos monástico, está a empreender uma campanha de obras que pressupõe a realização, no Convento de Santa Maria de Almoster, de uma vasta operação de restauro do seu património integrado (conjunto de retábulos, azulejos, vitrais, esculturas, pintura mural, sinos de bronze, etc.) e do património móvel (litúrgico, paramentaria). Para que este objectivo fosse atingido foi necessário criar condições para a sobrevivência do património referido procedendo-se a obras de reabilitação e conservação do edificado, nomeadamente, obras de reabilitação e conservação da igreja e remodelação das instalações eléctricas.
R.F.F

Imagens