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Torre de Ucanha - detalhe

Designação

Designação

Torre de Ucanha

Outras Designações / Pesquisas

Ponte e Torre de Ucanha(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Torre

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Tarouca / Gouviães e Ucanha

Endereço / Local

Avenida Nova da Ponte
Ucanha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira configuração deste monumento único deve ter ocorrido na segunda metade do século XII, altura em que esta parcela do território estava vinculada ao Couto do Mosteiro de Salzedas. A ponte encontrava-se à entrada dessa circunscrição e o aglomerado urbano formado em torno dela aparece denominado como Vila da Ponte. O conjunto patrimonial que hoje vemos, todavia, data de época posterior, eventualmente do século XIV, época em que se reconstruiu a ponte e a torre que a tutela.
A ponte é em duplo cavalete, como foi normal na pontística medieval, e encontra-se suportada por cinco arcos apontados, sendo o central de vão muito maior, vencendo a largura do leito do rio Varosa. Os pés direitos deste arco médio são os únicos a possuir reforço por talhamares.
Mas a maior originalidade deste monumento é a associação de uma torre à ponte, como forma de protecção e de controlo de pessoas e bens. Num mundo feudal, em que as passagens sobre os rios eram poucas, a cobrança de portagem constituía um rendimento adicional (em alguns casos de extrema importância), e é precisamente à luz desse imposto que se deve entender a existência desta torre. Implanta-se do lado do mosteiro de Tarouca e é de planta quadrangular com três pisos, dispondo de dispositivos militares nas quatro faces, concretamente balcões de matacães axiais ao nível do derradeiro andar, complementados por escassas seteiras.
Ao longo do século XIV foram várias as tentativas para isentar grupos de moradores do pagamento de portagem, todas votadas ao insucesso por imposição dos monges de Salzedas. Em 1465 há a notícia de o conjunto ter sido intervencionado, por acção do abade D. Fernando de Salzedas. Desconhece-se o alcance dos trabalhos então realizados, mas é de supor que tenham sido de alguma importância, a ponto de se associar uma epígrafe comemorativa da empreitada. Infelizmente, as marcas desse projecto quatrocentista não são facilmente identificáveis e o conjunto aguarda um estudo mais completo que possa evidenciar o que então se efectuou. A partir de 1504 a portagem foi extinta e o monumento perdeu grande parte da sua função inicial. O tabuleiro continuou a ser o meio privilegiado de passagem na zona, mas a torre entrou em decadência, permanecendo apenas como armazém de produtos. Esta tendência degenerativa só foi invertida na década de 30 do século XX, altura em que a DGEMN empreendeu o restauro do conjunto.
PAF

Imagens