Castelo de Arraiolos - detalhe
Designação
Designação
Castelo de Arraiolos
Outras Designações / Pesquisas
Paço dos Alcaides / Castelo e cerca urbana de Arraiolos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia
Arquitectura Militar / Castelo
Inventário Temático
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Localização
Divisão Administrativa
Évora / Arraiolos / Arraiolos
Endereço / Local
Colina do Castelo
Arraiolos
Proteção
Situação Actual
Classificado
Categoria de Protecção
Classificado como MN - Monumento Nacional
Cronologia
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
ZEP
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Zona "non aedificandi"
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Abrangido em ZEP ou ZP
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Abrangido por outra classificação
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Património Mundial
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Descrição Geral
Nota Histórico-Artistica
O castelo de Arraiolos foi mandado edificar pelo rei D. Dinis, no início do século XIV, existindo um documento coevo que nomeia o mestre João Simão, possível arquitecto do monumento. Mas já em 1217, quando D. Afonso II faz a doação da Herdade de Arraiolos ao primeiro bispo de Évora após a Reconquista, D. Soeiro, é referida a autorização régia para que aí se erga um castelo, no local onde existia um castro proto-histórico (confirmado por vestígios arqueológicos). Ao longo da centúria a escassa ocupação humana da zona foi-se densificando, até levar à formação de um núcleo de importância suficiente para justificar o investimento régio num Paço e fortificação envolvente, aparentemente levantados entre 1310 (ano da confirmação da carta de foral de Arraiolos) e 1315. Para tal, fora firmado um contrato entre o rei e o Alcaide, Juizes e Concelho locais, datado de 1305, determinando a construção de 207 braças de muro, de três braças de alto e uma braça de largo; e a fazer no dito muro dous portaes dárco com suas portas, e com dous cubellos quadrados em cada uma porta . Embora não se conheça notícia de edificações anteriores no local, à data das obras dionisinas, é perfeitamente possível que estas se tenham efectuado sobre construções existentes, com maior ou menor aproveitamento das suas estruturas.
O conjunto ergue-se no topo de um monte de configuração curiosa, em cone regular e de encostas suaves, dominando toda a vizinhança, também conhecido por Monte de São Pedro, a Norte da actual vila de Arraiolos. A muralha é de forma elíptica, acompanhando as curvas de nível do terreno, e encontra-se em bom estado de conservação. Era rasgada por duas portas, uma a Sul (diante da qual se desenvolveu todo o casario extra-muros), e outra a Noroeste, voltada para a cidade de Santarém, e conhecida justamente por este nome. A primeira porta, ou Porta da Barbacã, deveu por sua vez a designação a uma destas estruturas, hoje desaparecida, erguida em murete ou anteparo, que se levantava diante da entrada, para dificultar o acesso à mesma. Cada porta tinha dois cubelos, que no caso da Barbacã seriam aparentemente o torreão do relógio e a Torre de Menagem.
O Paço é constituído pela grande Torre de Menagem, de planta quadrada, e dependências anexas, dentre as quais se destaca a habitação principal. Embora a Torre ainda se apresente de forma reconhecível, com sinais dos quatro pisos de origem, da casa nobre restam apenas as paredes exteriores, rematadas nos ângulos por torres (uma das quais a de menagem), e os vãos ogivais das portas.
Ainda no século XIV se registam as primeiras queixas dos moradores do local, aparentemente pouco adequado a albergar uma povoação, por ser demasiado ventoso e isolado. Em 1371, o rei D. Fernando chega a determinar que os moradores de fora, cada vez em maior número, fossem privados do acesso à igreja e aos santos sacramentos durante a noite, entre outras tentativas de fixar os habitantes no interior da cerca, mas tal não chegou para atalhar ao progressivo despovoamento do local; a situação foi agravada pela ocupação da cerca por tropas castelhanas, em 1384. Em 1387, D. João I doou o castelo ao Condestável D. Nuno Álvares Pereira, segundo conde de Arraiolos, que aí chegou a habitar (sobretudo entre 1415 e 1423). Foram realizadas obras na fortificação em finais do século XV e inícios do XVI, integrando novas construções no Paço, e acrescentamentos como o coruchéu manuelino colocado na Torre do Relógio.
O castelo era ainda habitado em finais do século XVI, mas por pouco tempo mais; em 1613, o estado de ruína do conjunto era já denunciado pela Câmara local. As Guerras da Restauração causaram ainda mais degradação, apesar de algumas obras ordenadas por D. João IV. Da barbacã, sabe-se que estava em ruína em meados do século XVII, quando o Paço e a Torre de Menagem eram já inabitáveis, tendo o terremoto de 1755 apenas acrescentado à destruição geral. SML
Imagens
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Castelo de Arraiolos - Vista geral
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Castelo de Arraiolos - Interior do recinto: porta da praça de armas
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Castelo de Arraiolos - Interior do recinto: troço da muralha
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Castelo de Arraiolos - Interior do recinto: Igreja de São Salvador (intra-muros)
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Castelo de Arraiolos - Interior do recinto: vista parcial de troço de muralha
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Castelo de Arraiolos - Interior do recinto: torre de menagem
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Castelo de Arraiolos - Interior do recinto: Porta de Santarém
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Castelo de Arraiolos - Interior do recinto: Porta de Santarém
Bibliografia
Título
Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses
Local
Lisboa
Data
1948
Autor(es)
ALMEIDA, João de
Título
Inventário Artístico de Portugal - vol. VIII (Distrito de Évora, Zona Norte, volume I)
Local
Lisboa
Data
1975
Autor(es)
ESPANCA, Túlio
Título
Memorias da Villa de Arrayolos
Local
Arraiolos
Data
1999
Autor(es)
RIVARA, Joaquim Heliodoro da Cunha
Título
Castelo de Arraiolos, Boletim da Junta Distrital de Évora, nº 6
Local
Évora
Data
1967
Autor(es)
PAÇO, Manuel Afonso do
Título
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I
Local
Lisboa
Data
2002
Autor(es)
DIAS, Pedro
Título
O Castelo de Arraiolos, A Cidade de Évora, nº 51 - 52, pp. 109 - 113
Local
Évora
Data
1969
Autor(es)
ESPANCA, Túlio
Título
Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico
Local
Coimbra
Data
2010
Autor(es)
CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos
