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Património Cultural

Igreja de Nossa Senhora da Conceição - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Outras Designações / Pesquisas

Museu Rainha Dona Leonor / Real Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Museu Regional de Beja (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Beja / Beja (Salvador e Santa Maria da Feira)

Endereço / Local

Largo de Nossa Senhora da Conceição
Beja

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 217, DG, I Série, n.º 130, de 29-06-1922 (ver Decreto)

ZEP

Portaria de 16-06-1956, publicada no DG, II Série, n.º 175, de 25-07-1956 (sem restrições)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O antigo convento de Santa Clara de Beja começou a ser construído por iniciativa do duque de Beja, o infante D. Fernando, na passagem para a década de 60 do século XV. Parece, contudo, que as obras foram bastante demoradas, sendo a parte conventual particularmente morosa. A data de entrada das monjas no cenóbio aconteceu em 1473, mas doze anos depois registou-se a presença do arquitecto João de Arruda como supervisor dos trabalhos e só nos inícios do século XVI é que se terminou o dormitório das monjas.
Da primitiva campanha de obras subsistem ainda numerosos elementos, assim como é também de finais do século XV o aspecto geral exterior do templo. No seu conjunto, constitui um dos mais interessantes testemunhos das múltiplas influências que caracterizam o tardo-gótico nacional, desde o portal gótico inserido num alfiz delimitado por pilastras com pináculos, até aos ajimezes ou janelas duplas de arcos ultrapassados, tipicamente mudejares, passando pela marca arquitectónica e decorativa da platibanda rendilhada corrida a toda a largura do edifício. Radicando ainda no Gótico flamejante da Batalha, a obra de Santa Clara de Beja é um dos principais capítulos no período de transição para o que se convencionou designar por Manuelino.
Do ponto de vista cultural, o convento haveria de se revelar particularmente importante na segunda metade do século XVII, altura em que foi professa na instituição a soror Mariana Alcoforado, autora das célebres "Cartas portuguesas".
De um ponto de vista artístico, uma grande campanha de obras teve lugar na primeira metade do século XVIII, momento que conferiu ao interior do templo o seu aspecto barroco. Algumas das obras então efectuadas foram sacrificadas aquando do restauro do século XX, mas subsistem ainda o magnífico trabalho de talha dourada da capela-mor, que a reveste integralmente, o grupo de painéis de azulejos atribuídos a Policarpo de Oliveira Bernardes (c. 1741), e ainda diversas outras empresas artísticas entre pintura mural, estuque e talha.
Referência de maior destaque merece a Sala do Capítulo, construção do reinado de D. João II mas integralmente coberta por campanhas artísticas da Idade Moderna. A pintura da abóbada, datada de 1727, combinou-se com o revestimento azulejar seiscentista das paredes, contribuindo assim para um dos mais importantes conjuntos artísticos barrocos do Baixo Alentejo.
Com o fim das ordens religiosas o convento entrou em decadência e esteve à beira da ruína. Em 1895 foi demolido o Paço dos Infantes, que se encontrava anexo ao convento, e parte da área conventual. Nessa ocasião foi possível reconstruir parcialmente o convento, facto que lhe conferiu um certo sabor revivalista, especialmente visível na recuperação e adaptação de obras vindas de outros locais.
Já no século XX, em 1927, aqui se instalou uma secção do Museu Regional Rainha D. Leonor, especialmente dedicada à Arqueologia romana, epigrafia e colecção do arqueólogo Fernando Nunes Ribeiro. Aqui se encontra a célebre "Porta de Mértola", monumento que evoca a paixão entre Mariana Alcoforado e o oficial francês Noel Bouton.
Os meados do século XX trouxeram o processo de restauro efectuado pela DGEMN. De 1958 a 1967 o edifício foi integralmente intervencionado, tendo vindo a ser posteriormente alvo de sucessivas campanhas pontuais de consolidação, de que se detacam as obras de conservação realizadas no início da década de 80.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Beja - Real Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição, Arquivo de Beja, Beja, 1988

Local

-

Data

-

Autor(es)

BORRELA, Leonel

Título

A Obra Silvestre e a Esfera do Rei

Local

Coimbra

Data

1990

Autor(es)

PEREIRA, Paulo

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Beja, Vol. XII

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

As grandes edificações, História da Arte Portuguesa, vol. II, pp.11-113

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, Paulo

Título

História dos Conventos de Beja, Arquivo de Beja, vol.22, Beja, Câmara Municipal de Beja, 1965

Local

-

Data

1965

Autor(es)

CANELAS, Carlos Augusto Ponce

Título

Beja. Olhares sobre a cidade

Local

-

Data

1993

Autor(es)

-

Título

A arquitectura gótica portuguesa

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

DIAS, Pedro

Título

O Tardo-Gótico em Portugal, a Arquitectura no Alentejo

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

SILVA, José Custódio Vieira da

Título

Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel I

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

DIAS, Pedro

Título

A arquitectura manuelina

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

DIAS, Pedro