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Abrigo com pinturas rupestres de Vale de Junco (Esperança) - detalhe

Designação

Designação

Abrigo com pinturas rupestres de Vale de Junco (Esperança)

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Gruta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Arronches / Esperança

Endereço / Local

E.M. Arronches - Esperança
Vale de Junco, na Serra de Louções

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 251/70, DG, I Série, n.º 129, de 3-06-1970 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Localizado no meio de um pinhal, na encosta da Serra de Louções, o Abrigo rochoso de Vale de Junco - ou Lapa dos Gaivões - foi classificado em 1970 como "Monumento Nacional", mercê do conjunto de pinturas rupestres executadas maioritariamente a ocre vermelho nas suas paredes interiores, apesar de alguns autores terem identificado sete série cromáticas, desde o amarelo até ao negro. De entre as figurações esquemáticas observáveis, identificaram-se, para além dos predominantes elementos antropomórficos, motivos zoomórficos (um dos quais erroneamente identificado por H. Breuil como um rinoceronte bicorne), pectiformes, serpentiformes, ramiformes, bem como outros componente ainda não totalmente reconhecidos e que, de uma forma geral, se encontram dispostos de modo isolado sem uma clara preocupação compósita, embora os dois componente antropomorfos pareçam agrupar-se. Para além do seu valor intrínseco, estas representações integram o ainda diminuto número de pinturas rupestres identificadas até ao momento no actual território português, quando comparado aos exemplares gravados, registados de forma bastante mais considerável.
Realizados durante o Neolítico e o Calcolítico da área abrangida pela denominada "Arte esquemática da Andaluzia", com propósitos do foro cultual, estes painéis poderão ser inseridos no movimento, algo, tardio, de um notável ciclo avultado em diversas regiões meridionais da Península Ibérica.
O abrigo não aparece, contudo, perfeitamente isolado na zona, pois foram reconhecidos outros dois na mesma serra - "Igreja dos Mouros" e "Lapa dos Louções" -, descobertos em plena 2.ª Guerra Mundial, no decorrer das investigações então realizadas pelos investigadores espanhóis Aurélio Cabrera (professor da vizinha Albuquerque) e Eduardo Hernández-Pacheco (1872-1965), assim como por V. C. Pinto da Fonseca Vergílio Correia (1888-1944) e Henri-Édouard-Prosper Breuil (?-1961). E, já nos anos cinquenta, seria, justamente H. Breuil quem, de par com Octávio Reinaldo da Veiga Ferreira (1917-?), Georges Zbyszewski (1909- 1998) e Maxime Vaultier, que acabaria por descobrir a "Lapa dos Louções", situada nas suas cercanias.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Arte rupestre pós-glaciária. Esquematismo e abstracção , História da Arte em Portugal

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

BAPTISTA, António Martinho

Título

Arte Rupestre e contexto Arqueológico, Almansor

Local

Montemor-o-Novo

Data

1989

Autor(es)

GOMES, Mário Varela

Título

La roche peinte de Valdejunco à la Esperança, près Arronches (Portalegre), Terra Portuguesa

Local

Coimbra

Data

1917

Autor(es)

BREUIL, Henri

Título

Les peintures rupestres schématiques de la Péninsule Ibérique

Local

Lagny

Data

1935

Autor(es)

BREUIL, Henri

Título

Pré-História em Portugal

Local

Lisboa

Data

1972

Autor(es)

SANTOS, Manuel Farinha dos

Título

Arte Rupestre da Freguesia da Esperança (Concelho de Arronches), 1ªs Jornadas de Arqueologia do Nordeste Alentejano

Local

Arronches

Data

1987

Autor(es)

PESTANA, Manuel Inácio