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Anta da Herdade da Candieira - detalhe

Designação

Designação

Anta da Herdade da Candieira

Outras Designações / Pesquisas

Anta da Herdade da Candieira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Anta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Redondo / Redondo

Endereço / Local

Herdade da Canieira, Aldeia da Serra, EM 381, Redondo - Estremoz
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Classificada como "Monumento Nacional" em 1910, a "Anta da Herdade da Candieira" foi construída entre o IV milénio a. C. e o III milénio a. C de modo relativamente isolado numa pequena encosta dos planaltos que precedem as ravinas mais abruptas da Serra d'Ossa, enquadrando-se cronologicamente no entendimento generalizado de "Megalitismo eborense", cujo exemplar mais notável é geralmente atribuído à "Anta Grande da Comenda da Igreja", localizada em Montemor-o-Novo.
Da primitiva estrutura megalítica, remanescem in situ sete dos esteios que comporiam a respectiva câmara sepulcral de planta poligonal centralizada, com cerca de três metros de diâmetro e quase dois metros de altura, bem como a correspondente laje de cobertura - ou "chapéu" -, executada em xisto. Do corredor original, de planta rectangular oblonga, chegaram até nós fragmentos de apenas dois dos seus esteios erguidos junto à abertura da câmara, sendo ainda visíveis alguns vestígios da existência de mamoa - ou tumulus -, que teria cerca de cinco metros de diâmetro.
A originalidade deste exemplar megalítico residirá, contudo, na presença de uma pequena abertura quadrangular no esteio de cabeceira da câmara funerária, com cerca de vinte por vinte centímetros de largura, constituindo, o que, também por isso, o transforma num exemplar único do círculo megalítico de toda a região alentejana. E embora se desconheçam, até ao momento, as suas reais funções (que as gentes locais ainda designam, muito significativamente, por "buraco da alma"), elas deveriam carrear toda uma carga mágico-religiosa inerente a rituais funéreos específicos das comunidades que ergueram e fruíram o monumento, embora persistam algumas dúvidas relativamente à contemporaneidade destas duas realidades materiais, que alguns autores entendem separadas no tempo.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen, Madrider Forschungen

Local

Berlim

Data

1959

Autor(es)

LEISNER, Vera, LEISNER, Georg Klaus

Título

Excursão Archeologica `Extremadura Transtagana, O Archeologo Português

Local

-

Data

1914

Autor(es)

VASCONCELOS, José Leite de

Título

Religiões da Lusitania I.

Local

-

Data

-

Autor(es)

VASCONCELLOS, José de Leite de

Título

Les Âges Préhistoriques de l'Espagne et du Portugal.

Local

-

Data

1884

Autor(es)

CARTAILHAC, Emile

Título

Antas-capelas e capelas junto a antas no território português: elementos para o seu estudo, A Cidade de Évora, 2ª série, nº1, pp.287-329

Local

Évora

Data

1996

Autor(es)

SARANTOPOULOS, Panagiotis, BALESTEROS, Carmen, OLIVEIRA, Jorge de