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Via romana de Braga a Chaves (13 marcos miliários, Série Capela) - detalhe

Designação

Designação

Via romana de Braga a Chaves (13 marcos miliários, Série Capela)

Outras Designações / Pesquisas

Marcos Miliários em Reigoso na Via de Braga a Chaves (série Capela) (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Via

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Montalegre / Cervos

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

À semelhança, entre outras, da 'Via romana de Braga a Tui', a classificação da "Via romana de Braga a Chaves" resultou, em grande parte, de uma ampla campanha de salvaguarda do património, promovida pelo Conselho Superior dos Monumentos Nacionaes, então adstrito ao Ministerio das Obras Publicas, Commercio e Industria, no âmbito da qual a inventariação das (então) denominadas riquezas artísticas e arqueológicas ocupava um lugar central. Um esforço que resultaria na sua inclusão na primeira grande listagem de "monumentos nacionais", decretada em 1910, num testemunho claro da relevância que os vestígios arqueológicos iam assumindo entre nós, e, especialmente, no seio das esferas de decisão política nacional, e ao qual não foram, certamente, estranhos o empenho e o ascendente de figuras da projecção nacional e internacional, como a de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), mentor e primeiro director do actual Museu Nacional de Arqueologia, entre 1893 e 1929.
Classificado em 1910 como "monumento nacional", a "Via romana de Braga a Chaves" foi edificada durante o período de romanização do actual território português, identificada por 13 marcos miliários, monolíticos cilíndricos, epigrafados, pertencentes à via XVII do Itinerário Antonino, que ligava Bracara Augusta (Braga) - o núcleo urbano mais relevante de todo o Conventus Bracaraugustanus - a Aquae Flaviae (Chaves), pertencentes à 'Série Capela', designação tomada a partir do nome do Padre Martins Capela que os identificou na obra "Marcos Miliários do Conventus Bracaraugustanus", publicada em finais do século XIX.
Absolutamente essencial à consolidação da nova administração territorial imposta por Roma, esta via servia os inerentes propósitos militares, ao mesmo tempo que assegurava o transporte de matérias primas imprescindíveis ao bom desempenho das ordens emanadas do epicentro da nova ordem imperial, com especial relevo para os bens metalíferos. E bastaria examinar a notável concentração de marcos miliários e a própria citação de um número considerável de imperadores, para comprovarmos esta condição, traduzida nas permanentes intervenções de conservação realizadas ao longo do seu percurso: Tiberio Claudio Nerone (Tibério) (42 a. C. - 37 d. C.), Tiberio Claudio Druso Nerone (Cláudio) (10 a. C.-54 d. C.) e Marcus Ulpius Traianus (Trajano) (53-9 d. C.).
[AMartins]

Bibliografia

Título

O Reordenamento Territorial, Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Subsídios para o estudo arqueológico de Montalegre, Mealhada e Viseu, Ethnos

Local

Lisboa

Data

1969

Autor(es)

SANTOS, Maria Cristina

Título

Montalegre e Terras de Barroso

Local

Montalegre

Data

1968

Autor(es)

COSTA, João Gonçalves da

Título

Materiais para a arqueologia do concelho de Montalegre, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1920

Autor(es)

BARREIROS, Fernando Braga