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Igreja Matriz de Pavia - detalhe

Designação

Designação

Igreja Matriz de Pavia

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de São Paulo / Igreja Paroquial de Pavia / Igreja de São Paulo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Mora / Pavia

Endereço / Local

Largo da Igreja
Pavia

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 29 604, DG, I Série, n.º 112, de 16-05-1939 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Considerado o mais antigo núcleo populacional do actual concelho de Mora, Pavia terá sido fundada por um grupo de imigrantes italianos, recebendo a sua primeira carta de foral em 1287.
Desconhece-se a data de fundação da primitiva igreja matriz, dedicada a Santa Maria, embora haja notícias de que estava já edificada e aberta ao culto em 1320.
No início do século XVI D. Vasco Coutinho, 1º conde de Redondo, mandou que se edificasse uma nova igreja matriz em Pavia, dedicada a São Paulo. Este templo, através da sua planimetria e estrutura singular, será um dos expoentes da "(...) tendência, própria do gótico mediterrânico, de procura de espaços unificados com a sensibilidade mudéjar, de feição alentejana (...)" (SILVA, 1989, p. 142).
O edifício é composto por dois corpos rectangulares justapostos, a nave e a cabeceira, marcados exteriormente pela disposição de botaréus cilíndricos, rematados com coruchéus, alternados com merlões. Esta disposição confere-lhe um aspecto "alentejano e mudéjar [que] seria ainda mais marcado se o nártex que primitivamente lhe prolongava a frontaria não tivesse desaparecido" (Idem, ibidem, p. 141).
A obra foi terminada graças aos incentivos de D. João Coutinho, filho do fundador, embora não tenha chegado até hoje o frontispício de gosto tardo-gótico, uma vez que a fachada foi totalmente destruída pelo terramoto de 1755. Foi reedificada a expensas de D. Frei Miguel de Távora, arcebispo de Évora, num modelo de gosto barroco que alterou o programa original.
O espaço interior, de grandes proporções, divide-se em três naves, marcadas pela disposição das colunas que suportam as abóbadas de ogivas totalmente rebocadas e caiadas, criando sete tramos até à capela-mor.
No programa decorativo destaca-se o retábulo-mor de estrutura maneirista, que incorpora tábuas que formam um conjunto figurativo dedica à Conversão de São Paulo . Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

O Tardo-Gótico em Portugal, a Arquitectura no Alentejo

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

SILVA, José Custódio Vieira da

Título

A arquitectura manuelina

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

DIAS, Pedro