Saltar para o conteúdo principal da página

Igreja de Santa Marinha - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Marinha

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santa Marinha de Moreira de Rei / Igreja Paroquial de Moreira de Rei / Igreja Velha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Trancoso / Moreira de Rei

Endereço / Local

Largo da Praça
Moreira de Rei

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 21 354, DG, I Série, n.º 136, de 13-06-1932 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Moreira de Rei foi uma importante localidade do Interior Beirão nos conturbados tempos de afirmação do mundo asturiano-leonês no Ocidente peninsular. Fazendo parte do complexo militar que, pelos meados do século IX, passou para a posse do Mosteiro de Guimarães, o primeiro templo incluía uma necrópole de sepulturas escavadas na rocha localizadas no adro da igreja actual. Esta, é posterior, estilisticamente conotada com o Românico tardio, quando a autoridade portuguesa estava já estabelecida. O orago, todavia, manteve-se da igreja pré-românica.
É um templo de dimensões modestas, comum na nossa arquitectura religiosa dos séculos XII e XIII, de nave única a que se adossa capela-mor rectangular, mais baixa e estreita que o corpo. O portal principal é em arco de volta perfeita, de duas arquivoltas assentes em colunelos de capitéis sumariamente decorados com motivos vegetalistas. Do lado Sul, existe uma remodelada porta de acesso ao interior, onde ainda se pode ver a curvatura do arco original, levemente apontado. Neste alçado, subsistem as mísulas de apoio de um desaparecido alpendre. O interior é marcado pelo arco triunfal, quase a pleno centro e decorado com moldura exterior geométrica.
A história do monumento acompanhou o declínio da própria localidade, facto que levou à ruína do edifício pelo final da época moderna. Em 1853, ano em que Alexandre Herculano visitou a vila, a igreja estava destelhada e arruinada. Só em 1959 se deu início ao processo de restauro (melhor dizendo: de reconstrução), a cargo da DGEMN, que conferiu o actual aspecto ao conjunto.
PAF