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Cruz das Vendas (Azeitão) - detalhe

Designação

Designação

Cruz das Vendas (Azeitão)

Outras Designações / Pesquisas

Cruz da Capela das Necessidades / Cruz das Vendas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Cruzeiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Setúbal / Azeitão (São Lourenço e São Simão)

Endereço / Local

EN 10, Alto das Necessidades
Vendas de Azeitão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Localizada à saída da pequena povoação das Vendas de Azeitão, a Cruz das Vendas ocupa actualmente o centro do interior da Ermida das Necessidades, ladeada por quatro altares. Esta ermida foi construída em 1750, por iniciativa de um antigo morador da vila de Vendas que aqui se fez sepultar - Manuel Martins -, para o que contou com o apoio do porteiro-mor da Quinta do Alcube, José de Sousa e Melo. O pequeno templo revela bem a intenção do seu promotor: proteger o antigo cruzeiro gótico.
Este cruzeiro data de 1474 e foi concebido como cruzeiro de caminho. Foi mandado construir por Vasco Queimado de Villalobos, conforme inscrição na sua base octogonal: "Por serviço de Deus. Vasco Queimado de Villalobos, fidalgo da Casa del-rei e guarda-mor que foi, do infante D. Pedro, e camareiro e do conselho dos duques Filipe e Carlos de Borgonha, mandou pôr aqui esta cruz. Era I III.C.LXXIII annos. Rogae a Deus por sua alma".
Este fidalgo, que acompanhou D. Pedro no desastre de Alfarrobeira, cumpriu exílio em Inglaterra, onde serviu o Rei Henrique VI. Regressado a Portugal ainda durante o reinado de D. Afonso V, ingressou na Ordem de São Francisco e morreu no Mosteiro de Jesus de Setúbal. É muito provável que tenha mandado construir esta cruz para assinalar o seu túmulo, segundo opinião de José F. Vidal.
Compositivamente, a Cruz das Vendas apresenta um figurino comum à época, mas enriquecido com alguns pormenores de carácter iconográfico, o que revela a importância do seu encomendador. Ao contrário de um simples cruzeiro de caminho, é visível um tratamento cuidado das extremidades dos braços da cruz e a diferente figuração dos dois campos escultóricos, com Cristo numa das faces e a Virgem com o Menino segurando uma pomba na outra, alusões às Paixões de Cristo e da Virgem. Para além disso, por baixo da cruz, esculpiu-se o brasão dos Villalobos, ladeado por outros três escudos representando uma cabeça de lobo, duas cabeças de serpentes e um leão em combate, motivos moralizadores do Bem e do Mal aqui associados a Cristo e à Virgem e ao próprio Vasco Queimado Villalobos.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Cidades e Vilas de Portugal - Azeitão

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

CALADO, Maria

Título

Noticias arqueologicas da Peninsula da Arrabida

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

A Cruz das Vendas. Um valioso cruzeiro legendado do século XV, Jornal Azeitonense, nº4, Janeiro de 1984

Local

-

Data

1984

Autor(es)

PIMENTEL, J. Cortez

Título

Um Monumento Nacional, O Azeitonense, nº8, 212-9-1919

Local

-

Data

1919

Autor(es)

VIDAL, José F.

Título

A ermida das Necessidades e a Cruz das Vendas, Revista Illustrada, nº44, 31-1-1892, pp.22-23

Local

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Data

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Autor(es)

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Título

Vendas (Aldeia das), Azeitão. A nossa terra, nº7, 25-10-1987

Local

-

Data

1987

Autor(es)

SOUSA, Pe. Manuel Frango de