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Paço episcopal do Porto - detalhe

Designação

Designação

Paço episcopal do Porto

Outras Designações / Pesquisas

Paço Episcopal do Porto (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Paço

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Terreiro da Sé
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Paço Episcopal do Porto é um imponente edifício de feição barroca, dominando as vistas da cidade a partir da elevação onde se ergue, sobre o vasto Terreiro da Sé portuense. A sua edificação original, destinada já a residência dos prelados portuenses, parece ser datável do século XIII, e nela terá vivido o bispo D. Martinho Rodrigues, ainda que aí possa ter existido uma construção mais antiga. No edifício medieval celebraram-se em 1386 as bodas de D. João I com D. Filipa de Lencastre.
Paço sofreu obras ao longo dos séculos seguintes, pelo menos até ao bispado de D. Fernando de Lacerda , entre 1673 e 1683; pouco antes fora representado numa vista setecentista da cidade, a mais antiga imagem conhecida do Paço Episcopal, executada pelo italiano Pier Maria Baldi, que acompanhava o príncipe Cosme de Medicis na sua viagem por Espanha e Portugal. Pouco depois, no primeiro decénio do séc. XVIII, foram realizadas obras de relevo, a anteceder a reconstrução projectada pelo artista italiano Nicolau Nasoni, pago em 1734 pela elaboração da planta do Paço actual, cujas obras terá começado por dirigir, embora a maior parte dos trabalhos se tenha desenrolado apenas a partir de 1737, sob orientação do arquitecto Miguel Francisco da Silva, em obras que se prolongaram ao longo de todo o século. De resto, o projecto de Nasoni não foi nunca concluído; o edifício foi rematado de forma apressada, e o arrastar das obras conduziu a notórias alterações no esquema barroco original.
O edifício é de planta rectangular, desenvolvendo-se em torno de um pátio central, com alçados regulares, de alguma grandiosidade, dispostos em três andares de alturas distintas, de forma a vencer os grandes desníveis do terreno, particularmente notórios a Oeste, onde existem sete pisos, incluindo as águas furtadas. A fachada principal é aberta por um arco pleno ladeado por pilastras e rematada por um frontão guarnecido. O piso térreo abre um portal em arco pleno, com ombreiras da ordem rústica, sobrepujado por ornamentação barroca com volutas e enrolamentos, e é iluminado por doze janelas de peitoril, por baixo das quais se rasga igual numero de janelas com grades de ferro, pertencentes às lojas da cave. No piso nobre destaca-se uma varanda com balaústres de pedra, aberta sobre o portal, com frontões rocócó ritmados pela alternância dos recortes, possuindo varandas de ferro sobre mísulas ornamentais. A janela central exibe, em frontão de grande aparato elevado acima do entablamento, as armas do Bispo D. Rafael de Mendonça, com quem terá sido terminada a reconstrução do Paço, figurando já em gravuras de 1789 e 1791. Nas fachadas laterais rasgam-se janelas idênticas, embora a fachada oeste apresente maior simplicidade ornamental. Encostado à fachada nascente desenvolve-se o jardim do Paço.
O interior é antecedido por um vestíbulo abobadado, onde se encontram alguns elementos arquitectónicos românicos, como uma fresta românica tardia, certamente vestígios do primeiro edifício. A escadaria é monumental, com um lanço central e dois laterais, iluminada por um lanternim já do século XIX, e toda revestida de estuques e pinturas figurando medalhões e grinaldas de influência neoclássica, elementos de uma campanha setecentista que se harmoniza perfeitamente com as estruturas barrocas, demonstrando além do mais a longa duração das obras palacianas. O edifício foi severamente danificado aquando do cerco do Porto, devido principalmente à instalação de uma bateria de defesa da cidade nas suas dependências. Integra naturalmente uma capela, cujo recheio desapareceu quando os Paços do Concelho foram instalados no edifício, entre 1916 e 1956, visto o imóvel ter sido desocupado pelo bispo ainda no século XIX. O Paço possui um grande número de dependências, algumas das quais exibindo acabamentos artísticos de algum interesse, e entre o seu espólio destaca-se o grande número de pinturas, incluindo uma longa série de retratos dos bispos portuenses. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Da construção à conclusão do Paço Episcopal do Porto

Local

-

Data

2001

Autor(es)

ALVES, Joaquim Jaime Ferreira

Título

Construção medieval do sítio da Sé, in revista Monumentos, nº 14

Local

-

Data

2001

Autor(es)

REAL, Manuel Luís

Título

Porto a Património Mundial - Processo de Candidatura da Cidade do Porto à Classificação pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade

Local

-

Data

1993

Autor(es)

LOZA, Rui Ramos