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Palácio da Bolsa - detalhe

Designação

Designação

Palácio da Bolsa

Outras Designações / Pesquisas

Palácio da Associação Comercial do Porto (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua da Bolsa
Porto

Rua Ferreira Borges
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edifício neoclássico, situado em pleno centro histórico da cidade, da autoria do arquitecto Joaquim da Costa Lima, responsável pela concepção do projecto.
Em 1833, na sequência de um grande incêndio que destruiu grande parte do claustro do convento de São Francisco, os negociantes portuenses são autorizados, por decreto, a realizarem neste local a praça comercial.
Em 1841, D. Maria II concede à Associação Comercial Portuense a propriedade do convento.
Em 1850, o edifício encontrava-se quase terminado em termos estruturais, tendo-se aglutinado em torno deste projecto uma grande equipa de arquitectos e artistas, da qual faziam parte, o arquitecto Joel da Silva Pereira que efectuava a direcção das obras, os pintores António Ramalho (que efectuou a pintura da abóbada da escadaria) e António Carneiro (pintura do tecto da biblioteca) bem como o Arquitecto Tomás Augusto Soler e os cenógrafos Manini e Pereira Júnior que concretizaram a pintura da clarabóia sobre o claustro.
As obras prolongaram-se até 1910, data em que o exterior e o interior do edifício (concebido e concretizado com o máximo requinte, e de sabor revivalista) se encontravam finalmente terminados. O palácio, estruturado em planta rectangular, desenvolve-se em torno de um pátio central, com telhado de quatro águas, de diferentes níveis e com claraboia. A fachada principal, com dois pisos (virada a Oeste), emana uma certa austeridade proveniente do classicismo das linhas arquitectónicas. No primeiro piso podemos observar uma tripla arcada em volta perfeita, coroada por uma varanda com balaustrada. O remate deste primeiro nível é efectuado através de um frontão vazado por óculo e suportado por quatro colunas toscanas. O segundo piso caracteriza-se por uma maior sobriedade, sendo rasgado por janelas de sacada em secção rectangular e com mezzanino. O interior do edifício pauta-se por uma certa grandiosidade que logo se pressente no Pátio das Nações, coberto por uma estrutura metálica envidraçada. O ritmo arquitectónico é marcado através das pilastras caneladas que percorrem os alçados interiores, alternando com o uso de arcos plenos (também envidraçados) e uma ampla varanda com balaustrada em ferro. Destacam-se algumas das salas nobres do segundo piso, tais como a Sala das Assembleias Gerais, com o tecto estruturado em madeira e delineado a ouro; a Sala da Direcção, que possui o tecto delicadamente coberto de estuque dourado; o Gabinete da Presidência cujas paredes se encontram pintadas com representações alusivas à Agricultura, à Indústria, ao Comércio e à Construção Naval e o Salão Árabe, de forte gosto revivalista, em planta oval, ornado de representações em arabescos vermelhos e dourados que contrastam com tom de azul que reveste o tecto e as arcadas.
SP

Imagens