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Igreja de Nossa Senhora da Assunção, paroquial de Pedrógão Grande - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Nossa Senhora da Assunção, paroquial de Pedrógão Grande

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Pedrogão Grande / Igreja de Nossa Senhora da Assunção (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Pedrógão Grande / Pedrógão Grande

Endereço / Local

Largo do Adro
Pedrógão Grande

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 331, DG, I Série n.º 167, de 17-08-1922 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Igreja de Nossa Senhora da Assunção implanta-se no limite Este do núcleo primitivo de Pedrógão Grande que ainda hoje possui características medievais.
Assente numa plataforma calcetada, a igreja que é datável do século XII apresenta, no entanto, um traçado quinhentista, época em que se procedeu à sua reformulação. De planta longitudinal composta por retângulos justapostos, o templo destaca-se, desde logo, pela robusta torre tripartida mandada erguer em 1553 e que surge na fachada principal. No piso térreo desta torre observa-se um pequeno nártex rasgado por três arcos de volta perfeita enquanto que, no piso intermédio que corresponde ao coro, as fachadas são lisas abrindo-se apenas na frontaria um pequeno óculo. Relativamente ao último piso, este apresenta-se aberto pelos arcos que albergam os sinos, dois na frontaria principal e um de cada lado das restantes fachadas. Por último destaque-se a cúpula de remate da torre revestida a telha de cerâmica colorida em escama, encimada por cupulim e cata-vento. De notar ainda a existência de contrafortes maciços em silharia de cantaria à vista nas fachadas laterais e, um outro, certamente posterior pela tipologia que apresenta, na capela-mor. Na fachada Norte, uma escada de pedra de dois lanços permite o acesso à torre. O portal principal de cantaria, cujo acesso se faz atravessando o nártex, surge decorado com botões e rosetas enquanto que, na fachada Sul, surge um outro portal de volta perfeita.
O interior possui três naves com quatro tramos ligados por arcos de volta inteira assentes em dez colunas de capitéis jónicos seguindo assim o modelo das igrejas mendicantes com naves escalonadas, cobertura de madeira e capela-mor abobadada com abóbada polinervada. À entrada da capela-mor observam-se dois altares colaterais, destacando-se o da Epístola onde se encontra a imagem do Espírito Santo em pedra policromada, datável do século XVI. Na capela-mor as nervuras pintadas da abóbada assentam em quatro estribos ornamentados, encontrando-se as paredes laterais forradas por azulejos-padrão polícromos seiscentistas. No altar-mor observa-se um retábulo em talha pintado a branco e dourado com um nicho central e quatro laterais. Executado no século XVIII, este retábulo terá substituído um anterior da autoria de João de Ruão. De notar que as imagens de Nossa Senhora da Assunção e dos Evangelistas que se encontram neste local são atribuídas ao referido mestre, devendo ter integrado o antigo retábulo. Destaque ainda para outros elementos importantes como o púlpito renascentista de 1536, as pedras sepulcrais com inscrições tumulares do séc. XVII e alguns fragmentos em pedra do retábulo de Ruão.

História
Pedrógão Grande, com foral de 1206, integrava as terras doadas por Afonso Henriques a seu filho durante a Reconquista. Em 1295 a igreja que já então existia, seria anexada à mesa capitular do Cabido da Sé de Coimbra. No século XVI, dado o mau estado do edifício, é realizada uma primeira campanha de obras custeada pelo povo (1537 - 1539) sob a orientação do arquiteto Jorge Brás. No entanto, será à Sé de Coimbra que caberá assegurar as despesas relacionadas com a edificação da capela-mor.
Em 1553, por iniciativa da Câmara de Pedrógão, Baltazar de Magalhães procede à construção da maciça torre de três corpos, uma tipologia muito utilizada na arquitetura manuelina, de que são exemplos as igrejas de Elvas ou de Olivença.
Em 1736, devido ao seu estado de degradação, a torre foi reparada e os sinos refundidos por ordem de D. João V. Já nos anos 40 do século XX, a DGEMN procede à demolição de uma antiga capela anexa ao lado Norte da Torre.

Maria Ramalho/DGPC/2017.

Imagens

Bibliografia

Título

João de Ruão, escultor da renascença coimbrã

Local

Coimbra

Data

1980

Autor(es)

BORGES, Nelson Correia

Título

Igreja matriz de Pedrógão Grande

Local

Coimbra

Data

1991

Autor(es)

QUINTEIRA, António José Ferreira

Título

Pedrógão Grande - subsídios para uma monografia

Local

Coimbra

Data

1980

Autor(es)

QUINTEIRA, António José Ferreira

Título

Igreja matriz de Pedrógão Grande - inserção no espaço urbano

Local

Pedrógão Grande

Data

1997

Autor(es)

SANTOS, José Costa

Título

Inventário Artístico de Portugal, vol. V (Distrito de Leiria)

Local

Lisboa

Data

1955

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Monografia de Pedrógão Grande, Pedrógão Grande

Local

Pedrógão Grande

Data

1985

Autor(es)

SANTOS, José Costa

Título

A Arquitectura ao Romano

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

CRAVEIRO, Maria de Lurdes