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Pelourinho de Freixo de Espada à Cinta - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Freixo de Espada à Cinta

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Freixo de Espada à Cinta (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Freixo de Espada à Cinta / Freixo de Espada à Cinta e Mazouco

Endereço / Local

Praça do Município
Freixo de Espa à Cinta

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 228, DG, I Série, n.º 133, de 4-07-1922 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Freixo de Espada-à-Cinta terá recebido primeiro foral (ou carta de aforamento) de D. Afonso Henriques, em data incerta. Foi elevada a vila por D. Sancho II, em 1240, e teve segundo foral de D. Afonso III, ainda sem data. D. Manuel outorga-lhe foral novo, mais uma vez sem datação, mas seguramente entre 1512 e 1514. O pelourinho do concelho foi construído na sequência deste último foral. Levanta-se na praça fronteira à actual Câmara Municipal, tendo sido transportado para este local em 1950; encontrava-se então no cemitério, embora a sua localização original fosse certamente na vizinhança dos antigos paços concelhios.
O pelourinho assenta numa plataforma de três degraus quadrangulares, de parapeito boleado, bastante desgastados. Não se trata da plataforma original, que teria cinco degraus oitavados, mas sim de um soco construído aquando da última deslocação do monumento. Sobre o último degrau existe um bloco de base quadrangular, afeiçoado superiormente, de forma a adequar-se à secção oitavada da base da coluna; é ainda de factura moderna. A coluna tem a referida base oitavada, de secção estrelar, interceptada por duas molduras curvas, adelgaçando-se até tomar a largura do fuste, que se desenvolve a partir de um largo anel rebordante cingido por aro de ferro com argola aberta. O fuste é composto por duas secções unidas a meio, através de um anel largo e muito saliente, entre duas molduras côncavas. É oitavado, alternando faces lisas com faces decoradas por séries de rosetas quadrifólias.
O capitel consta de um prisma quadrangular, tendo as faces decoradas com motivos heráldicos, nomeadamente o escudo de armas nacional e as armas de Freixo de Espada-à-Cinta, um castelo com três torres e um freixo. Este bloco é encimado por um ábaco ou tabuleiro quadrado, saliente, de onde saem quatro ferros em cruz, rematadas em serpe com argolas pendentes. Nele assenta nova peça idêntica à inferior, desta vez tendo as faces insculpidas com arcadas redondas simulando vãos, onde se representam figurinhas humanas. Termina uma vez mais com um tabuleiro quadrado, sobrepujado por um pináculo truncado.
O conjunto é tipicamente manuelino, de grande riqueza ornamental, havendo que lamentar a perda dos degraus primitivos. É provável que tenha sido construído a par das obras quinhentistas da matriz da localidade, e pela mão de um dos seus mestres, justificando o cuidado posto nos lavores.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde