Saltar para o conteúdo principal da página

Pelourinho de Aguiar da Beira - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Aguiar da Beira

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Aguiar (designação do diploma de classificação) (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Aguiar da Beira / Aguiar da Beira e Coruche

Endereço / Local

Largo dos Monumentos Nacionais
Aguiar da Beira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 330, DG, I Série n.º 167, de 17-08-1922 (voltou a ser classificado, mas integrado no Trecho de arquitectura medieval constituído por pelourinho, torre ameada e fonte ameada - ver ficha) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Aguiar da Beira teve primeiro foral logo em 1120, concedido por D. Teresa e confirmado por D. Afonso II em 1220, seguindo-se-lhe foral reformado por D. Afonso III em 1258, e o foral novo manuelino, este de 1512. A partir deste documento, e até à actualidade, a vila recebeu e conservou o estatuto de concelho. Na antiga praça pública, em pleno núcleo histórico, conserva-se ainda o seu pelourinho, junto de outras construções que testemunham a importância de Aguiar da Beira durante a Idade Média e ao longo de vários séculos. Aí se ergue também uma imponente torre e uma fonte ameada (século XIV), o solar da Casa dos Magistrados (século XV), e a antiga Casa da Câmara (século XVIII), razão pela qual a praça é hoje denominada de Largo dos Monumentos. De resto, o pelourinho está classificado conjuntamente com a Torre Ameada e a Fonte Ameada (Monumentos Nacionais).
O pelourinho foi provavelmente erguido na sequência do foral outorgado por D. Manuel, embora alguns autores o considerem anterior. É constituído por um soco de quatro degraus octogonais, de parapeito boleado, sobre o qual se levanta o conjunto da base, coluna e remate, em granito. A base, de secção quadrangular, é chanfrada nos ângulos superiores. A coluna, de fuste oitavado e liso, é cingida por anel de ferro, e rematada no topo por um rebordo oitavado onde assenta o remate. Este consta de uma curiosa gaiola, composta por dois troncos piramidais truncados, o de baixo invertido, e o de cima sustentado por um colunelo central e por um outro lateral, ornado de molduras e botões na base e topo. A gaiola é, assim, quase inteiramente aberta, parecendo o chapéu (tronco de pirâmide superior) pairar sobre a taça. O chapéu é rematado por uma esfera armilar ainda em granito. Não parecem restar vestígios dos restantes colunelos, que supostamente seriam de número de oito, permanecendo a dúvida sobre se teriam de facto existido.
Vários outros pelourinhos idênticos subsistem na região, destacando-se o de Carapito, no mesmo concelho; merecem ainda menção os de Algodres, Almendra, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Moreira de Rei, Muxagata, Trancoso, Marialva (este mais singelo), Alverca da Beira, Aveloso, Cedovim (restaurados), entre outros. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos das Beiras

Local

Lisboa

Data

1936

Autor(es)

CARDOSO, Nuno Catarino

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Pelourinhos do Distrito da Guarda

Local

Viseu

Data

1998

Autor(es)

SOUSA, Júlio Rocha e