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Igreja de São João Baptista - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São João Baptista

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Abrantes (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Abrantes / Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede

Endereço / Local

Adro de São João
Abrantes

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 37 077, DG, I Série, n.º 228, de 29-09-1948 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primitiva igreja de São João Baptista de Abrantes foi fundada pela Rainha Santa Isabel em 1300, em memória da celebração de paz entre D. Dinis e o infante D. Afonso, tornando-se sede de paróquia no ano de 1326. Em 1588 Filipe I mandou fazer o templo de raiz, uma vez que este se encontrava arruinado, começando as obras no ano seguinte, a expensas dos moradores e das Confrarias da igreja. A construção deste segundo templo arrastou-se até 1633, havendo uma nova campanha de obras entre 1660 e 1674, para a edificação dos retábulos das capelas das naves. Apesar de em 1680 o coro ter sido concluído, a igreja ficou inacabada, uma vez que as torres da fachada nunca foram terminadas.
De planta composta, com corpo principal rectangular e capela-mor quadrangular articulada com absidíolos e sacristia, o espaço interior da igreja de São João Baptista é dividido em três naves com quatro tramos, definidos por colunas jónicas, e cobertas por tecto de madeira. O coro-alto, assente sobre abóbada rebaixada de cruzaria de ogivas, abre para a nave por uma janela de modelo serliano. A capela-mor, atribuída à escola de Jerónimo de Ruão, é iluminada por diversas janelas rasgadas no registo superior, e coberta por abóbada de pedra em caixotões decorados por cartelas com florões, com ábside em meia-laranja no topo coberta por abóbada de canhão. O espaço é revestido por azulejos enxaquetados azuis e brancos, possuindo ao centro retábulo de talha dourada com imagens de São João Baptista e da Rainha Santa Isabel. É ainda decorada por cadeiral de madeira, e do lado da Epístola possui órgão.
A fachada do templo, que denuncia influências da arquitectura de São Vicente de Fora, é dividida em três registos, de três panos, separados entre si por pilastras emparelhadas. No primeiro, ao centro, foi rasgado o pórtico, rematado por frontão triangular e delineado lateralmente por pilastras almofadadas. Os panos laterais possuem janelas rectangulares. Um friso separa este registo do superior. No segundo registo foram abertas diversas fenestrações rectangulares, as do pano murário central encimadas por frontão curvo, ladeando um nicho, a do pano murário direito com frontão triangular. À esquerda foi rasgado uma arco volta perfeita que serve de sineira. No último registo foi colocada uma sineira.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém

Local

Lisboa

Data

1949

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

A Arquitectura - Maneirismo e «estilo chão», História da Arte em Portugal - O Maneirismo

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CORREIA, José Eduardo Horta

Título

Memória Histórica da Notável Vila de Abrantes

Local

Abrantes

Data

2002

Autor(es)

MORATO, António Manuel

Título

A Arquitectura do Ciclo Filipino

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

SOROMENHO, Miguel