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Castelo de Arnóia - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Arnóia

Outras Designações / Pesquisas

Castelo dos Mouros / Castelo de Moreira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Celorico de Basto / Arnóia

Endereço / Local

Lugar do Castelo
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 35 532, DG, I Série, n.º 55, de 15-03-1946 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A historiografia contemporânea situa a edificação do Castelo de Arnóia entre os finais do século X e os primeiros anos do século XI, supondo-se que a construção da fortaleza esteve directamente ligada à defesa do Mosteiro de São Bento de Arnóia. Múnio Muniz terá sido o seu primeiro alcaide, e o castelo veio a tornar-se cabeça das Terras de Basto, o que atesta a sua importância como centro defensivo.
Depois da independência de Portugal, a alcaidaria foi sendo sucessivamente atribuída a diversas famílias nobres até que em 1284, depois de uma grave disputa com o alcaide Martim Vasques da Cunha, que havia tomado o partido do infante D. Afonso contra o rei, D. Dinis arrendou os domínios e o castelo aos próprios moradores de Celorico de Basto. No entanto, com a ascensão de D. João I ao trono, o senhorio das Terras de Basto voltou a ser doado aos Vasques da Cunha, no ano de 1402.
Com a grande reforma administrativa levada a cabo durante o reinado de D. Manuel, Arnóia recebeu foral novo em 1520, tornando-se assim sede de concelho. A tradição dos alcaides do castelo serem escolhidos entre a nobreza local manteve-se pelas centúrias seguintes, passando para a família dos Castros durante o período filipino.
Em 1719, possivelmente devido ao isolamento da vila de Arnóia, D. João V determinou que se mudasse a sede de concelho para o lugar de Freixieiro, que por ordem régia passou a denominar-se Vila Nova do Freixieiro, dando origem à actual vila de Celorico de Basto. Esta mudança administrativa contribuiu para a definitiva decadência da fortaleza, que as Memórias Paroquiais de 1758 documentaram como estando em estado ruinoso.
De planta poligonal, a curiosa estrutura irregular que o Castelo de Arnóia apresenta deve-se à necessária adaptação da construção aos desníveis do terreno. O pano de muralhas é percorrido a toda a volta por adarve e reforçado, na fachada norte, por cubelo. Ao centro da praça de armas foi construída a cisterna, e numa das extremidades ergue-se a imponente torre de menagem. De secção quadrada, é rematada por merlões, com porta principal de moldura recta, à qual se acede por escadaria. O interior divide-se em três andares, com escada interna.
O Castelo de Arnóia, que enunciava no primeiro quartel do século XX um avançado estado de degradação, foi objecto de várias campanhas de restauro e consolidação das estruturas a partir de 1961. Em 2004 reabriu ao público, e actualmente alberga no seu espaço um centro interpretativo, que integra uma exposição sobre a história do castelo e do concelho de Basto, com a inclusão de dados arqueológicos, maquetas e painéis audiovisuais, bem como uma pequena biblioteca e uma reserva de espólio arqueológico.
Catarina Oliveira
DIDA/ IGESPAR, I.P./ Março de 2011

Imagens

Bibliografia

Título

Castelogia Medieval de Entre-Douro-e-Minho. Desde as origens a 1220

Local

-

Data

1978

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto F. de

Título

Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, vol. II

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

LOPES, Flávio

Título

Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico

Local

Coimbra

Data

2010

Autor(es)

CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos