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Antigo repuxo da vila de Sintra - detalhe

Designação

Designação

Antigo repuxo da vila de Sintra

Outras Designações / Pesquisas

Antigo repuxo manuelino da vila de Sintra / Chafariz da Vila de Sintra / Repuxo Manuelino (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Chafariz

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim)

Endereço / Local

Jardim da Preta
Sintra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido pela "Paisagem Cultural e Natural de Sintra", incluída na Lista de Património Mundial - MN (nº 7 do art.º 15.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro)

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em pleno Jardim da Preta, associado ao Paço da Vila de Sintra, o que resta do antigo repuxo da Vila corresponde a uma obra manuelina de assinalável qualidade, edificada nas primeiras décadas do século XVI e realizada para figurar à entrada do palácio, marcando simultaneamente o contexto áulico da sua edificação, e os objectivos de abastecimento de água às imediações do Paço.
No século XVII, António Coelho Vasco faz-lhe referência, dizendo então que se encontrava associada a um tanque, diante do Palácio. Dois séculos depois, todavia, William Hicking Burnett já não menciona a estrutura da base, sinal de que se haviam processado algumas modificações. No entanto, foram mais importantes as alterações verificadas no século XX. Em 1935 já se encontrava no Jardim da Preta e, seis anos depois, um violento temporal destruiu parcialmente a coluna, tendo esta sido posteriormente reconstruída.
Esta coluna é o único elemento que resta do antigo repuxo manuelino, actualmente monumentalizado no centro do Jardim. É uma obra de perfil helicoidal, sobre base oitavada facetada de acordo com as soluções tipicamente manuelinas, inscritas numa plataforma igualmente oitavada. O fuste é bem largo e compõe-se por triplo toro espiralado, amplamente decorado em andares, com motivos vegetalistas exuberantes, de que se destacam séries de rosetas simétricas e largas folhas de pleno naturalismo. Superiormente, a obra é limitada por vários registos de anéis entrelaçados, sobre os quais se desenvolvem pequenos capitéis revestidos por folhagem, rematando em elemento cónico a que se associam carrancas e cogulhos.
A semelhança entre esta coluna e os pelourinhos do reinado de D. Manuel não podia ser mais explícita, o que reforça o simbolismo da obra como realização pública. No entanto, há que considerar eventuais alterações e acrescentos efectuados em 1941. Apesar de não existir um estudo específico sobre esta obra, que permita identificar quais as partes originais e quais as que foram acrescentadas, é inegável que o conjunto respira um certo ar revivalista, apenas explicável pela intervenção restauradora de 1941.
Permanece, em todo o caso, como um testemunho das obras realizadas no velho paço sintrense no reinado de D. Manuel, e uma das que melhor revela o grau de qualidade e de monumentalidade que uma aparentemente simples obra de abastecimento de água teve naquele contexto.
PAF

Imagens