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Anta da Nave do Grou - detalhe

Designação

Designação

Anta da Nave do Grou

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Anta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Castelo de Vide / São João Baptista

Endereço / Local

Monte do Sobral
Sobral

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Anta da Nave do Grou localiza-se na freguesia de São João Baptista, concelho de Castelo de Vide. Encontra-se a cerca de 500 metros a nordeste da povoação do Sobral, numa zona de vale, 4 km a sudoeste da sede de concelho.
Este monumento funerário megalítico é constituído por uma câmara poligonal formada originalmente por sete esteios de granito, preservados in situ. Estes exibem características singulares uma vez que se apresentam talhados em grandes blocos quadrangulares de granito cuja espessura atinge, por vezes, os mesmos valores que a largura. A laje de cobertura estava tombada para o exterior da construção, tendo sido recolocada em 1992 pela Secção de Arqueologia da Câmara Municipal de Castelo de Vide, sob orientação científica de Jorge de Oliveira, a quem se devem também diversos trabalhos sobre o Megalitismo desta região. A câmara sepulcral mede, no seu eixo maior, 2,5 metros e, no menor, 1,5 metros. Não é possível afirmar com segurança que dispunha de corredor de acesso, sem recurso a uma investigação mais profunda. Apenas se pode constatar a existência de dois ortóstatos, orientados a nascente, junto à entrada. Não foram identificados vestígios da mamoa.
História
A edificação da Anta da Nave do Grou remonta ao Neolítico Final, entre 3750 e 3125 a.n.e., atendendo à sua tipologia construtiva, embora o espólio recolhido indique, igualmente, uma persistência de utilização durante o Calcolítico.
São conhecidas referências documentais a monumentos megalíticos na bacia hidrográfica do Rio Sever desde 1489, constando nas Ordenanzas del Concejo de Valencia de Alcantara onde assumem a função de marcos territoriais. No entanto, torna-se quase impossível identificar as mencionadas.
A primeira menção publicada relativa à Anta em apreciação deve-se a Pereira da Costa no estudo Noções sobre o estado pré-histórico da terra e do homem seguidas da descripção de alguns dolmins ou antas de Portugal, de 1868. Em 1924 regista-se outra alusão na monografia Terras de Odiana da autoria de Possidónio Coelho. Mereceu, igualmente, a atenção de George e Vera Leisner, sendo referida na publicação de 1959, Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen. Foram realizadas escavações arqueológicas, em 1982, pelo Grupo de Arqueologia de Castelo de Vide, cujo espólio recolhido foi recentemente estudado por Ana Paroleiro no âmbito da sua dissertação de mestrado, Estudo dos Recipientes Cerâmicos dos Monumentos Megalíticos do Concelho de Castelo de Vide, apresentada em 2016.
Ana Vale
DGPC, 2020

Bibliografia

Título

Descripção de alguns dolmens ou Antas de Portugal

Local

Lisboa

Data

1868

Autor(es)

COSTA, Francisco A. Pereira da

Título

História da muito notável vila de Castelo Vide

Local

Castelo de Vide

Data

1908

Autor(es)

VIDEIRA, César Augusto de Faria,

Título

Monumentos megalíticos da bacia hidrográfica do Rio Sever, IBN MARUÁN

Local

Marvão

Data

1997

Autor(es)

OLIVEIRA, Jorge de

Título

Estudos de Pré-História em Portugal de 1850 a 1880

Local

Lisboa

Data

1953

Autor(es)

SANTOS, Manuel Farinha dos

Título

Estudo dos Recipientes Cerâmicos dos Monumentos Megalíticos

Local

-

Data

2016

Autor(es)

PAROLEIRO, Ana Emília Barros