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Menir da Meada - detalhe

Designação

Designação

Menir da Meada

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Menir

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Castelo de Vide / Santa Maria da Devesa

Endereço / Local

Tapada do Cilindro
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 16/2013, DR, 1.ª série, n.º 119, de 24-06-2013 (sem restrições) (ver Decreto)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13656/2012, DR, 2.ª série, n.º 214, de 6-11-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação 18-03-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 3-07-1995 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como MN
Despacho de abertura de 6-06-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 13-09-1994 da CM de Castelo de Vide

ZEP

Portaria n.º 121/2015, DR, 2.ª série, n.º 35, de 19-02-2015 (com ZNA) (ver Portaria)
Anúncio n.º 249/2014, DR, 2.ª série, n.º 199, de 15-10-2014 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 3-07-2014 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 21-11-2013 da DRC do Alentejo
Devolvido à DRC do Alentejo em 5-07-2013 para reanálise
Proposta de 5-06-2012 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi"

Portaria n.º 121/2015, DR, 2.ª série, n.º 35, de 19-02-2015

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Menir da Meada é o mais impressionante monumento megalítico da região de Castelo de Vide, e o maior menir totalmente talhado pelo homem em toda a Península Ibérica. O monólito, com cerca de 4 metros de altura a partir do solo, 7,15 m de comprimento total e um diâmetro máximo de 1,25 metros, está implantado de forma isolada no patamar granítico do Rio Sever, fazendo parte de um conjunto de antas e menires deste material lítico, estes últimos implantados sequencialmente na linha de contacto entre granitos e xistos que delimita a mancha megalítica da Serra de São Mamede.
Embora sem datação precisa, é seguro afirmar que o Menir da Meada foi erguido em pleno Neo-calcolítico, na mesma altura em que se construíram as grandes sepulturas megalíticas da região, incluindo a necrópole megalítica de Coureleiros. Forma um conjunto com outros menires de grande volume, todos distribuídos com assinalável regularidade ao longo do limite do corredor granítico da serra, delimitando a área sepulcral dos granitos; a sua altura excecional poderá estar justamente relacionada com a visibilidade dos alinhamentos, uma vez que o menir se eleva num outeiro de menor altura em relação aos restantes.
O menir foi restaurado e reerguido na década de 90 do século XX, quando foi possível devolver-lhe a aparência original, unindo-se as duas partes em que se encontrava fraturado aquando da sua descoberta em 1965, e possivelmente desde o domínio romano da região e a consequente intensificação das práticas agrícolas. A pedra apresenta configuração cilindriforme, de nítidos contornos fálicos, acentuados por um ressalto semelhante a uma glande envolvendo a extremidade superior. A superfície alisada teria sido, originalmente, quase polida, sendo ainda visíveis as marcas deixadas pelo instrumento de fricção nas zonas melhor conservadas.
O Menir da Meada, de notável imponência, ilustra de forma singular a importância da região na época pré-histórica, de resto atestada por muitos outros vestígios da monumentalização do território pelas populações locais. Ainda que se desconheça a real dimensão da sua carga simbólica e das suas prováveis multifuncionalidades, este monólito interliga-se perfeitamente no ambiente geográfico e cultural das sepulturas megalíticas da área de influência do Rio Sever, distinguindo-se tanto de forma individual como na relação que estabelece com os restantes monumentos da mesma tipologia. Constitui testemunho privilegiado do ambiente socioeconómico, da capacidade organizativa, das condicionantes naturais, dos conhecimentos, dos sistemas de crenças e do contexto ritual e simbólico da comunidade que o gerou, apresentando-se como uma forma ímpar de expressão do mito pelo homem do Neolítico, e como vestígio material de valor inquestionável no contexto peninsular.
Sílvia Leite / DBC-DGPC / 2013

Imagens

Bibliografia

Título

As grandes vias da Lusitania - O Itinerário de Antonio Pio

Local

-

Data

1964

Autor(es)

SAA, Mário

Título

Carta Arqueológica do Concelho de Castelo de Vide

Local

Lisboa

Data

1975

Autor(es)

RODRIGUES, Maria da Conceição Monteiro

Título

Folheto turístico da CMCV referente ao Menir

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

A Recuperação do Menir da Meada e o seu Enquadramento Histórico e Geográfico na Bacia do Rio Sever, IBN MARUAN

Local

Marvão

Data

1995

Autor(es)

OLIVEIRA, Jorge de

Título

Monumentos Megalíticos do Concelho de Marvão

Local

Portalegre

Data

1991

Autor(es)

DIAS, Ana Carvalho, OLIVEIRA, Jorge de

Título

O Menir da Meada e Doação dos Castelos de Monsanto e de Abrantes com o seu termo, por Dom Afonso Henriques em 1171 e 1173, à Ordem de Santiago da Espada, Ethnos

Local

Lisboa

Data

1965

Autor(es)

BARATA, J. P. Martins