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Ponte de Mértola - detalhe

Designação

Designação

Ponte de Mértola

Outras Designações / Pesquisas

Ponte Velha sobre o Guadiana / Ponte Branca / Torre do Rio (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ponte

Inventário Temático

Pontes Históricas do Alentejo

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Mértola / Mértola

Endereço / Local

-- na margem direita do rio Guadiana, perto da Porta da Ribeira, nas muralhas de Mértola
Mértola

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Situa-se na margem direita do rio Guadiana junto às muralhas da Vila de Mértola, junto da Porta da Ribeira.
É constituída pelos vestígios de uma edificação da qual restam seis pegões dispostos em linha curvilínea com planta de quadrangular, excepto o sexto, junto ao leito do rio, ovalado, de maiores dimensões e disposto longitudinalmente.
Os três últimos têm talhamares a montante e são rasgados na parte inferior por um túnel, com abóbada de berço, apenas anunciado no quarto, com o aspecto, no interior, de uma abside. Em todos eles é visível o arranque das arcadas que os uniam, existindo ainda agueiros rasgados na parte superior do terceiro e quarto pegões.
As bases dos pegões usam matéria-prima local, o xisto, fazendo a reutilização de mármores de edifícios romanos e também pedra de outras regiões, como os arenitos, que certamente aqui chegariam por via fluvial como carga ou lastro de navios.
Recentemente tem sido interpretado como estrutura defensiva, protegendo a atracagem das embarcações, funcionando também como couraça, permitindo o acesso ao rio para abastecimento de água.
No entanto a estrutura foi sucessivamente confundida com uma ponte. Foi referida como tal no foral da vila de 1254, no desenho de D. Duarte de Armas, de cerca de 1500, referindo-se-lhe então aos "pegões de poonte começados em tempo de mouros" e ainda nas Memórias Paroquiais.
É difícil atribuir-lhe uma cronologia, até porque não se conhecem estruturas similares que permitam uma comparação arquitectónica e no mesmo quadro histórico-geográfico, pelo que de forma conservadora se pode dizer que certamente será posterior ao século II da nossa era, podendo até já ter sido edificada na Antiguidade Tardia.(JAM)

Imagens

Bibliografia

Título

Pontes Históricas do Alentejo

Local

Lisboa

Data

2005

Autor(es)

MARQUES, João Antonio Ferreira